Eletronuclear publica edital para contratar obra civil de Angra 3

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ANGRA DOS REIS

A Eletronuclear publicou na última quinta-feira, dia 25, no Diário Oficial da União (DOU), o edital de contratação da empresa que retomará a obra civil de Angra 3 e realizará parte da montagem eletromecânica. O edital está disponível em https://bit.ly/3uwVAEk

O empreendimento representará ainda a criação de cerca de sete mil empregos diretos, no pico da obra, além de um número muito maior de empregos indiretos. A grande maioria será contratada na Costa Verde, o que será um importante fator para movimentar a economia da região.

A construção da usina está paralisada desde 2015, com 65% das obras concluídas e R$ 7,8 bilhões gastos, de acordo com a estatal de energia nuclear. A previsão da Eletronuclear é colocar a usina em operação em novembro de 2026. O custo total da construção deve ficar em R$ 15 bilhões.

O objetivo é adiantar algumas atividades de construção antes mesmo de se contratar a empreiteira que irá empreender a obra global e concluir a construção da planta. Essa iniciativa integra o plano de aceleração do caminho crítico da usina e a expectativa é que o contrato seja assinado até maio.

Com isso, o primeiro concreto – marco importante da retomada das obras de Angra 3 – deve ser lançado em outubro. A contratação da empreiteira que dará sequência à obra está prevista para o segundo semestre de 2022. Por fim, a entrada em operação da usina está programada para novembro de 2026. O progresso físico global atual do empreendimento é de 65%.

O presidente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, ressalta que a retomada das obras de Angra 3 está, finalmente, tornando-se uma realidade. “Trabalhamos com dedicação para chegar até aqui. E seguiremos em frente, com ainda mais determinação, para concluirmos a construção da usina”, comenta.

O executivo frisa ainda que Angra 3 irá diversificar e dar segurança de abastecimento à matriz elétrica brasileira. “Além disso, a energia gerada pela unidade vai substituir a que é produzida por térmicas mais caras. Como usinas nucleares não emitem gases de efeito estufa, Angra 3 também será um passo na direção da descarbonização da geração de energia no país”, conclui.

 

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