Doação de órgãos feita no Hospital Unimed Resende pode beneficiar até cinco pessoas

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RESENDE

O Hospital Unimed Resende realizou nesta sexta-feira, dia 21, mais uma captação de órgãos. Depois de autorizado pela família, um paciente de 64 anos que teve morte cerebral confirmada, doou o fígado, os rins e as córneas.

Uma equipe de profissionais do Programa Estadual de Transplantes chegou de helicóptero pela manhã e após três horas de cirurgia saíram levando esperança a pelo menos cinco pacientes na fila de espera. A equipe que veio do Rio é composta por cirurgião responsável, Adolpho Baamonde e os residentes, Rodrigo Lopes e Maria Eduarda Monachesi.

O ano de 2022 já tem saldo positivo para o procedimento na região. Foram três captações realizadas, duas só em Resende.

A conclusão desse processo foi uma vitória em tempos de pandemia. Segundo a coordenadora de enfermagem da Organização de Procura de Órgãos (OPO), Daniela Silva, diversos exames são realizados nos potenciais doadores, entre eles, o de Covid-19. Em caso positivo, os órgãos não podem ser doados. “Muitas das vezes os pacientes estão assintomáticos. Mas precisamos garantir a segurança principalmente para quem vai receber esses órgãos”, justificou Daniela.

Essa é a terceira vez que o Hospital Unimed Resende tem procedimento de doação de órgãos finalizado. A primeira doação ocorreu em 2017 e a segunda, em junho de 2021. No ano passado, a unidade implantou uma Comissão Intra Hospitalar para doação de órgãos e tecidos para transplante.  O objetivo foi capacitar a equipe para as diversas etapas do processo dentro dos protocolos. Apesar de o processo ser gerenciado por equipe externa, a participação da unidade hospitalar é de grande importância, desde a fase de notificação, manutenção do doador e suporte.

Para doar órgãos como rins, coração, pulmão e fígado é preciso que o sangue ainda esteja circulando pelo organismo. Isso é possível com a ajuda de medicamentos e aparelhos. Outros órgãos como pele, osso e córneas podem ser doados com o coração já parado. No caso das córneas, é possível retirá-las até seis horas depois do falecimento.