Dissertação de mestrado analisa e destaca impactos da circulação de minério na região Minas–Rio

Pesquisadora apresentou,recentemente, sua dissertação de mestrado em banca na Universidade Federal Fluminense (UFF- Campus Niteói)

Por Tânia Cruz
dissertação de mestrado analisa e destaca impactos da circulação de minério na região minas–rio divulgação

VOLTA REDONDA
A pesquisadora Amanda Guarniere Ribeiro, geógrafa, apresentou,recentemente, sua dissertação de mestrado em banca na Universidade Federal Fluminense (UFF- Campus Niteói)), na qual investiga os impactos socioambientais associados à circulação de minério de ferro pela malha ferroviária no eixo Minas–Rio, com ênfase nos territórios do Sul Fluminense, como Volta Redonda e Barra Mansa.
Intitulada Caminho de Ferro ou Caminho do Ferro? A malha regional Sudeste (MRS) e os fluxos de minério no eixo Minas–Rio’, a pesquisa analisa o papel da infraestrutura logística na dinâmica da mineração brasileira e seus desdobramentos nos municípios atravessados por essas rotas.
Durante a defesa, a autora destacou que o título propõe uma provocação. “Será que ainda falamos de caminhos de ferro ou, nas últimas décadas, passamos a vivenciar um verdadeiro caminho do ferro? Hoje, a malha ferroviária regional Sudeste, operada pela MRS Logística, está profundamente voltada ao transporte de minério, conectando Minas Gerais ao litoral do Rio de Janeiro e impactando diretamente os territórios por onde passa.” A dissertação também aborda a relação entre esses fluxos logísticos e o parque siderúrgico presente em Volta Redonda, com destaque para a atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), cuja produção integra a cadeia mineral.
Durante a apresentação, foi mencionada a contribuição do Movimento Ética na Política de Volta Redonda (MEP-VR), que colaborou com informações territoriais, mediações comunitárias e reflexões sobre os impactos históricos e sociais da circulação do minério na região. Amanda, também ressaltou o papel socioeducativo do Movimento, por meio do Pré-Vestibular Cidadão, na formação de jovens e na ampliação do debate crítico sobre o modelo de desenvolvimento mineral.
Milton Nascimento
A professora Raquel Gifoni, da UFF-Niterói e coorientadora do trabalho, explicou que o título dialoga com a canção Ponta de Areia, do cantor e compositor Milton Nascimento, atualizando seu sentido ao indicar que o antigo “caminho de ferro” tornou-se, na prática, um “caminho do ferro”, considerando que cerca de 75% das cargas transportadas nas ferrovias brasileiras são compostas por minério de ferro.
O estudo reforça a necessidade de ampliar o debate público sobre os efeitos da mineração para além das áreas de extração, incluindo os municípios impactados pelas cadeias logísticas que sustentam o atual modelo mineral brasileiro. A pesquisadora já foi convidada a apresentar sua dissertação, oportunamente, aos membros do MEP e a outros segmentos da sociedade.

 

 

 

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