Dinheiro digital

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Antigamente as pessoas recebiam sua remuneração com sal, daí a palavra salário, era um artigo de luxo, já que não existia energia elétrica e ele servia justamente para conservar os alimentos. Depois a humanidade evoluiu e começou a trocar os metais entre si, e pra tornar a transação mais fácil, estes eram padronizados em tamanho e peso, dando origem às moedas, mais tempo se passou e as pessoas começaram a guardar suas moedas em lugares seguros, que emitiam notas garantindo a quantidade de ouro guardada, na hora de comprar alguma coisa, em vez de levar a nota a casa de depósito, pegar o ouro, entregar ao vendedor, e este depositar em seu nome, todo mundo começou a trocar as notas que recebiam como garantia e assim o dinheiro existe como o conhecemos. No ano de 1983 o Banco Itaú lançou o primeiro caixa eletrônico no país, a partir daí, além de notas e moedas, nosso dinheiro também se transformou em dígitos de uma tela eletrônica, e era possível consultar e movimentar o dinheiro sozinho, sem nenhum funcionário. O tempo evoluiu e em 2000 o Banco do Brasil lança o primeiro serviço de autoatendimento personalizado, o internet banking, não era mais necessário ir ao banco para a manutenção do dinheiro, quase todas as coisas podiam ser feitas de casa. As coisas foram mudando, novos Apps sendo criados e hoje o Brasil tem mais de 150 bancos com funcionamento autorizado pelo Banco Central, a maioria deles com atendimento totalmente digital. E você, ainda tem medo de instalar o App do seu banco no celular?

Para manter uma agência, com toda sua estrutura e funcionários, o banco precisa gastar uma certa quantia, que é repassada no custo do serviço cobrado na tarifa mensal da sua conta-corrente. Nem todo mundo tem uma movimentação financeira tão alta e necessidades de outros serviços que o façam precisar de ajuda pra administrar o seu controle financeiro, mas o que o banco oferece na agência é igual para todos, e você paga só por ter à sua disponibilidade um monte de serviços que não usa. É igual àquela assinatura da Netflix que não serve para nada, ou aquele monte de canal no seu pacote de TV que você não assiste. Uma tarifa mensal parece pouco, são só R$ 20 por mês em média, mas esse valor em cinco anos te faz perder R$ 1.500. E a anuidade do cartão de crédito? Mais R$ 20 por mês se for um cartão simples, ou seja, soma mais R$ 1.500 na sua conta de dinheiro gasto à toa.

Uma conta digital custa menos para qualquer instituição financeira, e por isso pode ser mais barata, tem um monte de banco totalmente digital oferecendo conta de graça, é só procurar o que melhor te atende e perder o medo. Na hora da pesquisa, se atente pra saber se ele atua com autorização do Banco Central, é só pesquisar no www.bcb.gov.br, se você vai conseguir fazer saques e depósitos se precisar, e os valores e quantidade dos serviços adicionais como TEDs e saques por exemplo, o melhor é que seja de graça. Normalmente esses bancos não são as melhores opções para investir dinheiro, mas cuidam muito bem da movimentação que você precisa. Aproveita que está na pechincha, e vai atrás de um cartão de crédito de graça também. Os bancos digitais costumam a oferecer de graça, mas sem o programa de milhas, daí você faz as contas, o que é mais barato, a anuidade ou o benefício que as milhas vão te dar.

Darwin já nos ensinou que sobrevive quem melhor se adapta as mudanças. Não vamos deixar o medo da tecnologia nos fazer perder dinheiro, ela precisa ser uma aliada.

 

 

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