SUL FLUMINENSE
De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados do Ministério do Trabalho de 2024, a região conta com 704 estabelecimentos formais do setor, o que representa 11% do total do estado do Rio. O Sul Fluminense ocupa a terceira posição entre as regiões com maior número de empresas de panificação, ficando atrás apenas da Capital e da Região Leste.
Além da presença expressiva de empresas, a região também se destaca pela densidade de estabelecimentos. Municípios como Itatiaia lideram o ranking estadual, com 12 padarias para cada 10 mil habitantes, seguidos por cidades como Piraí, Quatis, Paraty e Rio Claro.
O levantamento também aponta que Volta Redonda (159), Barra Mansa (114) e Resende (86) concentram o maior número de estabelecimentos da região.
Para Paulo Dinis Marques, presidente do Grupo Alimenta-Sul Rio (Sindicato das Indústrias de Panificação, Confeitaria e Alimentos do Sul Fluminense) e vice-presidente da Firjan Sul Fluminense, os números reforçam a importância econômica e social do setor.
“Os dados mostram a força da panificação no Sul Fluminense, com crescimento consistente tanto no número de empresas quanto na geração de empregos, impulsionada pela alta demanda por produtos tradicionais do setor. O pão francês, por exemplo, é o terceiro alimento mais consumido no Brasil, ficando atrás apenas do arroz e do feijão. É um setor essencial, que está presente no dia a dia da população e segue se modernizando e ampliando oportunidades na região”, destaca Paulo Dinis.
Em 2025, o setor contabilizou cerca de 4 mil trabalhadores formais no Sul Fluminense, o equivalente a 8,9% do total estadual. Em comparação com 2022, houve crescimento de 7% no número de empregos na região — acima da média estadual, que foi de 5,6%.
Entre as principais ocupações do setor na região estão vendedores e demonstradores de lojas, padeiros e confeiteiros, caixas, além de profissionais de atendimento e apoio em serviços de alimentação. Nos últimos anos, algumas funções apresentaram crescimento expressivo, como alimentadores de linhas de produção e trabalhadores auxiliares nos serviços de alimentação.