Desemprego aflige 14 milhões de pessoas entre julho e setembro

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SUL FLUMINENSE

A taxa de desocupação no país chegou a 14,6% no terceiro trimestre do ano, uma alta de 1,3 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (13,3%). Essa é a maior taxa registrada na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012, e corresponde a 14,1 milhões de pessoas. Isso representa que mais 1,3 milhão de desempregados entraram na fila em busca de um trabalho no país.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada ontem pelo IBGE. “Houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no terceiro trimestre. Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente de pessoas em busca de uma ocupação”, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

O contingente de ocupados reduziu 1,1% na comparação com o segundo trimestre, totalizando 82,5 milhões de pessoas, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. Houve uma retração de 883 mil pessoas.

Todas as categorias perderam ocupação, sendo que o número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% no terceiro trimestre frente ao anterior, com perda de 788 mil postos e totalizando 29,4 milhões de empregados com carteira assinada no país. “Esses dados mostram que muitos empregadores podem ter demitido ou terceirizado sua mão de obra. O que vemos com maior frequência são pessoas desligadas e que partem para o empreendedorismo. No Sul Fluminense há diversos relatos, gente explorando venda de máscaras, entrega de pizza, doces, marmitas”, comenta a consultar de Recursos Humanos, Analice Gomes.

Entre os desempregados no cenário nacional, o escriturário Guilherme Mendes, 39, projeta ter um 2021 mais dinâmico e menos dependente de empresas. “A crise provocou a minha demissão em julho. Para o ano que vem penso em criar algo como microempreendedor e por fim a esse ciclo de salário fixo e regras. Quero um 2021 diferente e tendo ou não a segunda onda da pandemia preciso estar atuante”, argumenta. Já a moradora de Itatiaia, Amália da Cunha, 32, quer o emprego formal. “Os dados do IBGE mostram que a minha situação de desemprego é igual a de milhares de pessoas. Mas, tenho fé e passando as festa de fim de ano acredito que conseguirei emprego fixo, carteira assinada no comércio”, comenta.

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