Dermatologista alerta sobre exposição solar excessiva

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BARRA MANSA

Alto verão e férias, este é o momento de curtir praias, piscinas, cachoeiras. Você tem se protegido de forma adequada à exposição solar? Até mesmo quem está trabalhando é preciso manter atenção aos raios ultravioletas.

Brotoejas, insolação, desidratação, micoses, urticárias e herpes estão entre os maiores problemas causados pela exposição excessiva pelo sol.

As mulheres, de acordo com a dermatologista Maria da Glória Paiva, devem ser ainda mais cautelosas do que os homens. “Seja por se privar de certos alimentos, por conta de dietas, a pele ainda perde alguns nutrientes, seja pelos hormônios, a pele da mulher fica ainda mais sensível. Os cuidados precisam ser constantes”, destaca a profissional.

Um comportamento percebido pela dermatologista é que as mulheres estão mais conscientes em relação ao bronzeamento. “Hoje percebo que os problemas causados pelas lesões do sol são outros. A prevenção contra o melanoma e o câncer de pele tem se tornado uma constante na vida não só das mulheres quanto dos homens também”, destaca.

Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados mais de seis mil novos casos de melanoma por ano.

Da consciência, um outro problema: a falta da vitamina D. De acordo com Maria da Glória,normalmente só há suspeita de falta de vitamina D quando esta carência é muito grande, após um tempo prolongado na falta de vitamina D, que é quando podem surgir sinais e sintomas, como:  fraqueza nos ossos, que os torna mais fáceis de quebrar, especialmente os ossos da coluna, quadril e pernas; dor nos músculos; sensação de fadiga, fraqueza e mal-estar. “As situações que favorecem a carência de vitamina D são a falta de exposição solar de forma saudável e adequada. Pessoas de pele clara precisam de cerca de 20 minutos de exposição solar por dia, enquanto que pessoas de pele mais escura precisam de uma exposição maior. Esse banho de sol deve ser feito sem protetor solar entre as 11 e às 17 horas”, explica, acrescentando que o tempo de exposição varia de acordo com o tom da pele, o tempo é determinado após consulta especializada.

A dermatologista destaca que tanto o câncer de pele quanto a falta de vitamina D, são problemas que surgem por comportamentos errados ao longo do tempo. “Não é um verão que vai te causar problemas mais graves e sim o somatório de toda uma vida de atitudes erradas”.

Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele existe um exame, chamado de ABCD, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas para verificar se há sinais que correspondam ao câncer. As características observadas são: Assimetria da lesão: se a metade da lesão observada for diferente da outra, pode ser indicativo de câncer; Borda irregular: quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso; Cor: se o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores, como preto, marrom e vermelho; Diâmetro: se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm. “Estas características podem ser observadas em casa, e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele, mas o diagnóstico deve sempre ser feito por um médico. Assim, quando se tem alguma mancha, pinta ou sinal com estas características é recomendado marcar consulta no dermatologista.”

Acessórios

No verão é importante usar chapéu e roupas de algodão nas atividades ao ar livre, pois eles bloqueiam a maior parte da radiação UV.  Tecidos sintéticos, como o nylon, bloqueiam apenas 30%. Evite a exposição solar entre 10 e 16 horas (horário de verão). As barracas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, materiais que absorvem 50% da radiação UV.  Outro objeto que tem extrema importância são os óculos de sol, que previnem catarata e outras lesões nos olhos.

O filtro solar deve proteger contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS). Aplicar o produto 30 minutos antes da exposição solar, para que a pele o absorva. Distribuí-lo uniformemente em todas as partes de corpo, incluindo mãos, orelhas, nuca e pés. Reaplicar a cada duas horas. Porém, atenção, esse tempo diminui se houver transpiração excessiva ou se entrar na água.

Hábitos diários

As temperaturas mais quentes exigem hidratação redobrada, por dentro e por fora. Portanto, deve-se aumentar a ingestão de líquidos no verão e abusar da água, do suco de frutas e da água de coco. Todos os dias, aplicar um bom hidratante, que ajuda a manter a quantidade adequada de água na pele.

Alguns alimentos podem ajudar na prevenção aos danos que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenóides, substância que se deposita na pele e tem importante ação antioxidante. Ela é encontrada em frutas e em legumes de cor alaranjada ou vermelha.

No verão estamos mais dispostos a comer de forma mais saudável, ingerindo carnes grelhadas, alimentos crus e cozidos; frutas e legumes com alto teor de água e fibras e baixo de carboidratos. Apostar nesses alimentos ajuda na hidratação do corpo, previne doenças e adia os sinais do envelhecimento.

No banho, recomenda-se usar sabonetes compatíveis com o tipo de pele, porém, sem excesso. A temperatura da água deve ser fria ou morna, para evitar o ressecamento.

Um bom creme hidratante é um item indispensável na hora de fazer as malas e partir para a praia. Ele ajuda a evitar o ressecamento, manter o bronzeado e evitar que a pele descasque.

 

 

 

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