Delegado pede prisão preventiva de suspeito na morte de menina em Porto Real

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RESENDE/PORTO REAL

O delegado adjunto da 89ª Delegacia Legal de Polícia Civil (RESENDE), João Ricardo Bicudo de Oliveira, responsável pelo plantão de área no último fim de semana, solicitou, na tarde desta segunda-feira, a juíza titular da Vara Única da Comarca de Porto Real/Quatis, Priscila Dickie Oddo, a prisão preventiva de Clerison Kleber Martins. Ele é suspeito de ter agredido a menina Anitta Mylena Maris de Oliveira, de três anos. A criança morreu, na madrugada de sábado, dia 31. Seu corpo foi sepultado, na tarde de domingo, dia 1º, no cemitério municipal do Retiro, em Volta Redonda. Anitta e a irmã, de 10 anos, são do bairro Vila Elmira, em Barra Mansa, e morava com o casal em Porto Real.

Segundo o delegado João Ricardo, o laudo cadavérico expedido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Resende atestou que a menina Anitta Myllena de Oliveira Reis, de 3 anos e meio, foi espancada até a morte. “Foi uma coisa horrível o que aconteceu. Ele espancou a criança que teve lesão pelo corpo todo. A vítima sofreu traumatismo craniano com lesão encefálica e traumatismo abdominal e lesão renal. A impressão que dá que ele bateu o corpo da menor ou na parede ou no chão”, disse Oliveira, informando ainda que Clerison Kleber vai responder por homicídio qualificado, sem direito de defesa da vítima e agravante. “Já conclui o inquérito policial. Consegui ouvir várias testemunhas sobre o caso e, juntei o laudo da perícia no inquérito policial para pedir a prisão preventiva do suspeito. Somando todas as qualificações a pena deve ultrapassar os 30 anos de prisão”, completou.

O suspeito foi preso por agentes do 37º Batalhão da Polícia Militar (RESENDE) que estiveram na madrugada de sábado passado, no Hospital Municipal São Francisco de Assis, onde uma criança de três anos deu entrada já sem vida na unidade de saúde. Segundo a Polícia Militar, Clerison que tomava conta da vítima teria confessado que bateu na criança. Ele foi levado para a delegacia para prestar depoimento, quando foi descoberto que contra ele havia um mandado de prisão em aberto pelos crimes de porte de arma de fogo e tráfico de drogas. Por esse motivo, o homem ficou preso.

A mãe de Anitta está presa desde o ano passado suspeita de tráfico de drogas e por isso a criança era cuidada por um casal de amigos.

O delegado João Ricardo contou ao jornal A VOZ DA CIDADE que em depoimento na delegacia, o suspeito disse que a mulher dele teria ido a Barra Mansa e deixado a menina sob seus cuidados. Antes de colocá-la para dormir, ele teria dado alguns tapas nela porque ela estaria fazendo pirraça, mas que não teria a espancado.