Defesa Civil de Itatiaia alerta sobre as cabeças d’água nas cachoeiras

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ITATIAIA

Com as tempestades de verão, a Defesa Civil de Itatiaia reforça o alerta sobre a ocorrência de cabeças d’água em rios e cachoeiras, colocando em risco os banhistas. De acordo com a Defesa Civil, em um mês, foram registradas, durante o dia, quatro cabeças d’água em cachoeiras do município.    

As cabeças d’água costumam ocorrer quando chove na cabeceira (nascente) de um rio, ampliando rapidamente o volume e o seu fluxo surpreendendo os banhistas. O nível das águas pode subir vários metros em poucos segundos. 

Para evitar acidentes, a Defesa Civil do município orienta aos visitantes sobre alguns cuidados importantes que devem ser tomados. Uma das principais orientações é para que ao primeiro sinal de chuva os banhistas não entrem ou não permaneçam em rios, cachoeiras e lagos. A orientação também serve para praias e piscinas. 

Os banhos nas cachoeiras e rios fazem parte dos atrativos turísticos de Itatiaia – Idelfonso Pinheiro/Arquivo

Outra recomendação fundamental na hora de identificar os primeiros sinais de uma cabeça d’água é a mudança da cor da água no rio. Quando a água está limpa e de repente vai mudando de cor e ficando mais barrosa e suja, pode sim indicar um sinal de cabeça d’água, assim como a presença repentina de galhos e folhas na água. Outro sinal que pode ser o indício de uma cabeça d’água é o aumento muito rápido do volume da água.  

MAIS CUIDADOS 

Além dos cuidados com possíveis cabeças d’água, outros cuidados devem ser tomados pelos banhistas aos sinais de chuva. Pode haver uma incidência de raios e por conta disso os banhistas devem evitar ficar debaixo de árvores que podem atrair esses raios. “Vale lembrar que ventos fortes podem provocar a queda dessas árvores também. É fundamental que procurem se abrigar em um local seguro”, frisa a Defesa Civil.  

Como uma forma de manter a integridade física, a Defesa Civil de Itatiaia orienta aos visitantes que utilizem as cachoeiras de forma consciente, como por exemplo, evitar mergulho em regiões desconhecidas, diante da possibilidade de pedras e buracos abaixo da lâmina d’água que podem o dificultar a saída do local. 

A atenção com as crianças e com os idosos, também deve ser reforçada, por conta do risco de afogamentos e acidentes. “Nesses casos é recomendável que não fiquem sozinhos, nem por um segundo e sejam supervisionados de forma constante por um adulto. Entrar na água após o consumo de bebidas alcoólicas também deve ser evitado, assim como com objetos que possam desviar a atenção”, adverte. 

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