VOLTA REDONDA
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) estaria avaliando mudanças em sua estrutura de negócios e analisando alternativas para a área de siderurgia, que podem incluir a possibilidade de reorganização societária da Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta Redonda. O tema ganhou destaque após reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, que apontou a avaliação de uma eventual venda total da operação siderúrgica ou em percentual.
No entanto, conforme apuração complementar do A VOZ DA CIDADE, fontes do setor indicam que a venda integral da siderurgia, incluindo a UPV, não é o cenário mais discutido internamente. O modelo considerado mais viável seria semelhante ao adotado na CSN Mineração, no qual a companhia permanece como acionista majoritária, com a entrada de sócios estratégicos minoritários.
Esse formato já é praticado pela CSN na área de mineração, onde a empresa mantém o controle do negócio, dividindo a composição acionária com investidores internacionais, entre eles grupos japoneses e árabes. A estratégia faz parte do plano de redução do endividamento (deleveraging) e fortalecimento do caixa, sem abrir mão do controle operacional dos ativos considerados estratégicos.
De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a aplicação desse mesmo modelo à siderurgia permitiria à CSN captar recursos, diluir riscos e ganhar fôlego financeiro, ao mesmo tempo em que manteria a gestão da UPV, um dos ativos industriais mais relevantes da companhia e historicamente ligado à economia de Volta Redonda.
A movimentação ocorre em um contexto de revisão do portfólio de ativos, diante de juros elevados, forte concorrência no setor siderúrgico e da volatilidade dos preços internacionais do aço e das matérias-primas. Especialistas avaliam que a entrada de sócios pode ampliar a flexibilidade financeira da empresa sem provocar uma ruptura no perfil industrial do grupo.
Procurada, a assessoria de comunicação da CSN em Volta Redonda não se manifestou até o fechamento desta edição.