Delegado acredita que ataque que deixou criança de dois anos ferida não foi bala perdida

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PARATY

Três pessoas foram baleadas, entre elas uma criança de dois anos e quatro meses, na noite de domingo, dia 30, por volta das 20h30min, no bairro Mangueiras. Ninguém foi preso. O fato foi registrado como tentativa de homicídio e segundo a Polícia Civil, existe uma ‘disputa’ de traficantes do bairro com os criminosos da Ilha das Cobras – que teriam efetuado os disparos.

Segundo registro na 167ª Delegacia de Polícia (DP), o fato aconteceu no bairro Mangueiras, quando dois homens, segundo testemunhas, teriam passado em uma motocicleta na Rua Domingues Gama atirando.

Juraci Pacheco de Souza, de 52 anos, levou um tiro nas nádegas, sendo encaminhado para o Hospital São Pedro de Alcântara. Para a unidade, a vítima identificada como Maria Lúcia da Cruz, de 51 anos, também foi encaminhada. Segundo registro, ela levou um tiro na mandíbula.

Já a criança, que é uma menina, precisou ser encaminhada em seguida para um Hospital Geral da Japuiba (HGJ), onde passará por uma tomografia. Ela foi ferida de raspão próximo ao olho.

O caso está sendo investigado.

‘NÃO FOI BALA PERDIDA’, DIZ DELEGADO

Na tarde de hoje, o A VOZ DA CIDADE conversou com o delegado titular da 167ª DP, Marcelo Russo, que disse que toda sua equipe está empenhada para localizar os autores do ataque. Questionado de o caso pode ser considerado como ‘bala perdida’, a autoridade disse que acredita que não. “Na minha opinião não. Para mim foi tentativa de homicídio por motivo torpe, porque ninguém morreu. Ou seja, motivo repugnante, de envolvimento de disputa entre bairros tomados pelo tráfico, para demonstrar força”, disse o delegado, completando. “Porque as vítimas são do bairro Mangueira, que pertence a uma facção criminosa diferente da facção da Ilha das Cobras. Os supostos autores são do segundo bairro, que pertence ao Comando Vermelho”, justificou Russo, explicando que esses criminosos (em uma motocicleta) invadiram o bairro e poderiam estar drogados e efetuaram disparos a esmo, em direção de multidão, o que caracteriza do dolo eventual para morte de quem quer que seja. “Então não foi uma situação de bala perdida, foi dolo para matar alguém mesmo de outro bairro”, pontuou.

Sobre o fato, Marcelo Russo assegurou que a equipe da 167ª DP está com as investigações bem adiantadas para identificação dos elementos, inclusive denúncias estão chegando. “Mas é importante que o cidadão do bem que tenha mais algum tipo de informação nos repasse para assegurarmos a segurança da nossa sociedade. É um fato repugnante, pois uma criança de pouco mais de dois anos foi atingida, uma dona de casa e um senhor, que vende peixe. Não podemos aceitar isso de forma alguma na nossa cidade. Quem comete um crime deste no mínimo tem que ficar preso”, concluiu o delegado Marcelo Russo.

Quem tiver alguma informação que contribua para o trabalho pode ser passada ao Disque Denúncia, através do telefone 0300 253 1177 (custo de ligação local) ou pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ”. Em todos os canais, o anonimato é garantido ao denunciante.