Covid-19: Programa antidesemprego ajuda trabalhadores e empresas

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BRASÍLIA/SUL FLUMINENSE

O Ministério da Economia ampliou o conjunto de medidas para preservar empregos e manter a atividade das empresas em razão da pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19). Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, o governo vai arcar com parcela do rendimento daquele empregado que terá a redução salarial  por conta da redução da jornada.

Dessa forma, o governo federal vai propiciar a manutenção da empresa, do negócio. “Estamos criando o cenário para que os empresários assumam o compromisso de não demitir”, declarou. É uma comunhão de esforços entre governo, empresários e empregados, para o Brasil enfrentar a fase mais crítica dos efeitos do Covid-19 sobre a economia. “Não é medida para empregado ou empresário. É para todos”, disse.

Todas as pessoas que recebem até dois salários mínimos e tiverem redução de salário e jornada terão acesso a uma antecipação de 25% do que teriam direito mensalmente, caso requeressem o seguro-desemprego. Isso deve contemplar 11 milhões de pessoas, com custo de R$ 10 bilhões. Os recursos serão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O programa antidesemprego pagará uma parcela que vai de R$ 261,25 a R$ 381,22 aos trabalhadores. O secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo, explicou que está sendo construído um conjunto de soluções que permitam a manutenção de empregos. “É importante dar maior flexibilidade no mercado de trabalho e eliminar burocracias, diante dos desafios gerados pela pandemia global”, disse. Dentro desse conjunto de medidas, já foram anunciadas regras para facilitar o teletrabalho, a possibilidade de antecipação de férias individuais e coletivas, entre outras ações.

Dentro do pacote de ações do Ministério da Economia para o enfrentamento dos impactos do novo coronavírus, o programa antidesemprego conta, sozinho, com R$ 10 bilhões. Bruno Bianco ressaltou que todas essas medidas estão sendo construídas sob o desafio de equacionar o binômio entre “necessidade e possibilidade”, mas sempre com cuidados quanto ao orçamento público. “É claro que estamos em momento excepcional, mas a responsabilidade fiscal nos orienta a todo momento”, afirmou o secretário especial.

EMPRESÁRIOS COMENTAM AS MEDIDAS

No Sul Fluminense, gestores de micro e pequenas empresas comentaram a decisão do governo federal. Pedro Oliveira, empreendedor do ramo alimentício conta com 15 funcionários e teme que o isolamento domiciliar afaste a clientela, apesar de manter o delivery ativo. “Ainda estamos analisando o impacto desse vírus nos nossos negócios, mas é nítida a queda de clientes, principalmente à noite. Temos o sistema de delivery e penso em compensar os pedidos, mas se não vingar, vamos analisar adotar algumas dessas medidas com apoio do governo federal, sem dúvida. Somos todos chefes de família e o desemprego não é bem-vindo”, comenta.

Sandra Amália, que conduz um salão de beleza, conta com cinco funcionárias. Em tempos de evitar o contato pessoal das mãos, por exemplo, confessa que muitas clientes temem o atendimento de manicure/pedicure. “É um receio natural, o povo está assustado com tanta notícias. Mas, as profissionais trabalham com luvas, todos equipamentos são esterilizados e seguros para a saúde das clientes e delas, principalmente. O movimento baixou nos últimos dias, uma média de 40%. No fim de semana os agendamentos caíram e vamos fechar. Se continuar assim, pode ocorrer de eu demitir funcionárias. Com os programas podemos analisar, mas é preciso saber como proceder, como fazer. É muita informação ao mesmo tempo e nem sempre sabemos como proceder a cada pacote ou medida do governo”, argumenta.

 

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