Conselho de Especialistas para tratar do Regime de Recuperação Fiscal é criado pelo Governo do Estado

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ESTADO

A primeira reunião com economistas convidados a compor um Conselho de Especialistas para tratar do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), realizada na terça-feira, dia 10, contou com a participação do governador em exercício, Cláudio Castro, e do secretário de Estado de Fazenda, Guilherme Mercês. Os renomados economistas, Raul Velloso, Fernando Rezende,  Mauro Osório e Luiz Roberto Cunha vão trabalhar com o tripé previdência, reestruturação tributária e desenvolvimento do estado, que ajudará os técnicos do governo na construção de um novo Plano de Recuperação Fiscal para o Rio de Janeiro.

O governador explicou que o foco é colocar as finanças do Rio de Janeiro em ordem e preparar o Estado para o futuro, mas não algo distante, um futuro próximo. “Queremos regular todas as despesas e pensar em como crescer”, declarou Castro.

AÇÕES DEFINIDAS

O conselho já definiu ações em sua primeira reunião. Raul Velloso vai apresentar propostas relativas à questão da previdência, Fernando Rezende vai tratar de medidas relacionadas ao Pacto Federativo e à necessidade de reestruturação tributária e Mauro Osório e Luiz Roberto Cunha vão atuar na elaboração do plano de desenvolvimento do estado. Resende lembrou que está há 50 anos esperando este discurso de recuperação do Rio de Janeiro, mas de forma estruturada, com estratégia e planejamento. Já Velloso recordou que conhece a situação previdenciária do Rio de Janeiro e que pode contribuir com o novo projeto.

O secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, apresentou um diagnóstico das contas públicas do estado e ressaltou o esforço feito pelo Rio para a cumprimento das regras de permanência no RRF. Segundo ele, há pontos específicos que precisam ser tratados no novo plano para colocar as finanças do Rio em dia. “Nós temos muitas questões a serem abordadas pelo conselho. Não há dúvidas de que a previdência precisa ser revista, não só por nós, no Estado do Rio de Janeiro, mas por todo o país”, pontuou, ressaltando que vai focar também na receita, levando em conta a discussão do Pacto Federativo e da reforma tributária. “Além disso, é fundamental a elaboração de um plano de desenvolvimento para o estado”, completou Mercês.

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