Comerciante de Volta Redonda confecciona máscaras para vender a preço de custo para quem precisa

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VOLTA REDONDA

Na contramão do isolamento social, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) durante a pandemia causada pela contra o coronavíus (Covid-19), muitas pessoas no Brasil e no mundo estão tentando fugir do estresse, driblar as dificuldades financeiras e ainda ajudar a quem precisa. É o caso da comerciante e Volta Redonda, Dirlene Tavares, 53 anos, residente no bairro Retiro, onde também tem uma loja de aluguel de fantasias e confecção de roupas.

Dirlene contou ao A VOZ DA CIDADE que, com a impossibilidade de trabalhar, devido às prevenções necessárias no momento, pensou na confecção das máscaras desde o princípio da pandemia, que atingiu a todos. “Aguardei a liberação do Ministro Luiz Henrique Mandetta, para que pudesse realizar o serviço com a devida segurança. E logo que não pude abrir a loja, decidiu confeccionar as máscaras”, contou a comerciante, informando que inicialmente e decidiu vender uma peça a R$ 5, pois além de ajudar um pouco nas finanças nesse momento difícil, vai poder ajudar muitas pessoas a evitar o coronavírus.

DOIS MOTIVOS

Segundo a comerciante, a decisão gira em torno de dois motivos, a sua situação financeira, como de todos, que foi atingida diretamente e a chance de ajudar as pessoas a evitar o coronavírus. “Assim consigo promover uma forma de cumprir com meus compromissos. Somente faria se fosse de fato contribuir com a prevenção de todos. Foi o que me levou a confeccionar as máscaras por apenas R$5 a unidade. Um valor que acredito ser acessível para a maioria das pessoas. Mas, caso necessário, não deixarei de doar a quem me procurar e não tenha condições, como já fiz”, informou a comerciante.

Estacou que iniciou a confecção na quarta-feira, 1º, e ontem já tinha mais de 300 encomendas. “De um dia para o outro a procura aumentou consideravelmente. Assim vou poder contribuir para que muita gente fique protegida”, disse.

Faz questão de esclarecer que o uso da máscara é apenas mais uma forma de prevenção. “Isto não nos torna livres dos cuidados já tão conhecidos e divulgados pelas mídias e autoridades. Cada um fazendo um pouco, podemos aliviar a dor das pessoas e venceremos essa pandemia neste momento tão crítico e doloroso, que não só o Brasil vive, mas sim todo o planeta. Que Deus nos dê forças e discernimento para alcançarmos, juntos, essa superação”, concluiu Dirlene.