Com novo submarino, Brasil reforça proteção à costa brasileira

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A Marinha do Brasil lança ao mar, nesta sexta-feira, dia 14, um dos seus projetos mais estratégicos: o submarino Riachuelo. A embarcação é a primeira de uma série de cinco submarinos de ataque que vão proteger a costa brasileira e ficará por aproximadamente dois anos em fase de teste. Nesse período, serão avaliadas a estanqueidade (verificação de vazamentos), a flutuabilidade e o equilíbrio. Depois disso, o submarino será incorporado à Força de Submarinos da Esquadra Brasileira.

O Riachuelo é resultado do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), iniciado em 2008. Com 72 metros de comprimento, pesando 1870 toneladas, capacidade para 35 militares e autonomia de 70 dias no mar, o submarino teve apoio da indústria francesa, que auxiliou na construção de uma das sessões do submarino. As demais foram fabricadas pelos técnicos da marinha no Complexo Naval de Itaguaí (RJ). De acordo com dados da Marinha, os recursos investidos na região vão gerar um retorno de 4,8 mil empregos diretos e 12, 5 mil empregos indiretos.
No total, o Prosub tem custo de R$ 35 bilhões, sendo que já foram investidos R$ 17 bilhões com recursos da União. A expectativa é lançar até 2029 o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.
Enquanto isso, o Riachuelo vai integrar a frota naval para proteger a Amazônia Azul, termo cunhado pela Marinha para se referir à costa brasileira, com 8,5 mil quilômetros de extensão e uma vasta biodiversidade de espécies.
PROVA DE EXCELÊNCIA DA INDÚSTRIA NAVAL

Submarino Riachuelo foi lançado ao mar, pela primeira vez, nesta sexta-feira (14) – Foto: Alan Santos/PR

Durante o evento, o presidente afirmou que os submarinos não representam ameaça a outros países. “Como País de vocação pacífica, o Brasil constrói seu submarino não para ameaçar quem quer que seja. Não para perturbar a tranquilidade das águas nacionais”, ponderou Temer, que justificou que o Brasil deve ter instrumentos de defesa da soberania e das riquezas marinhas. O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, lembrou que o Brasil é o décimo país com maior área marítima do mundo. “É nosso dever zelar por nosso tesouro”, disse.
TRADIÇÃO NAVAL
A primeira-dama da República, Marcela Temer, fez o batismo da embarcação, como parte da tradição naval. “Eu te batizo Submarino Riachuelo. Que Deus abençoe esse submarino e a todos que aqui navegarem”, disse. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, também esteve no evento e, junto do presidente Temer e de representantes da Marinha, acionou o botão que lançou o submarino ao mar.
TECNOLOGIA PROSUB
Com participação francesa, mas priorizando a aquisição de componentes fabricados no Brasil, o Prosub é um forte incentivo à base industrial de defesa, que engloba os setores de eletrônica, mecânica, eletromecânica, química e da Indústria Naval Brasileira. Para o presidente da Itaguaí Construções Navais, André Portalis, a cerimônia e a tecnologia, com parceria internacional, representam um avanço.
“Nos enche de alegria lançar ao mar o Submarino Riachuelo, uma combinação da tecnologia francesa com a necessidade da Marinha do Brasil. Nossa alegria de olhar em volta e contemplar o quanto avançamos nesses primeiros dez anos do Prosub”, apontou. Para o comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Barcelar, o governo Temer foi fundamental para continuidade do projeto. “Agradeço a confiança e a compreensão nessa trajetória e por propiciar os meios necessários a esse desenvolvimento. Certamente, o nosso sucesso não teria ocorrido sem a continuidade dos aportes”, disse.

Fonte: Planalto, com informações da Marinha do Brasil

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