BARRA MANSA
Quem está precisando dos serviços internos da agência da Caixa Econômica Federal, de Barra Mansa, nas últimas semanas, está tendo que enfrentar um problema que se tornou motivo de denúncia por parte dos clientes. Na unidade, conforme apontam, não tem nenhum sistema de refrigeração com ar-condicionado em funcionamento, o que faz aumentar a temperatura no local, tornando o forte calor insuportável para quem precisa dos atendimentos que, em média, podem durar até mais de uma hora.
Nesta terça-feira, dia 11, a autônoma Fabiola Barreto, de 54 anos, desmaiou na agência e teve que ser socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
Na tarde desta quarta-feira, dia 12, a equipe do A VOZ DA CIDADE esteve no local, onde foi possível observar que, para amenizar a situação, alguns funcionários estão trabalhando com ventiladores nas mesas, no entanto, sem conseguir alcançar quem está na área de espera.
Conforme relatou Fabíola, ao A VOZ DA CIDADE, ela teria ido à agência ver se ainda possui uma conta ativa e precisou entrar porque não conseguiria resolver no caixa eletrônico.
Com apenas dois funcionários para atender inúmeros usuários, ela precisou esperar e começou a se sentir mal. “Estava muito cheio, todo mundo lá dentro se abanado, e já deve ter um mês que eles estão nesta situação. Cheguei a comentar com o vigilante que estava com muito calor e ele ainda disse: ‘imagine nós?’. Fui lá na frente, falei pra uma moça que estava passando mal, aí eu sentei e já comecei a não sentir mais as minhas mãos, comecei a tremer e desmaiei. Eles pegaram um ventilador de um funcionário, que deve trazer de casa, mas não adiantou muito, eu apagava e acordava e aí chamaram o bombeiro, quando viram a gravidade, e fui levada para a UPA com a pressão muito baixa”, contou Fabíola, ao ressaltar que era notório o desconforto para crianças, pessoas com deficiência e idosos que estavam na agência.
A analista de sistemas, Adriana Almeida, foi outra que reclamou do calor que estava fazendo no segundo piso da agência da Caixa, onde a situação parecia ser ainda pior. Ela, que acompanhava a tia, Elza da Silva, de 77 anos, para resolver uma questão sobre o benefício que recebe, comentou que estava sendo impossível permanecer no local. “Quando eu terminei de subir as escadas já senti que estava muito abafado. É impossível, que em um lugar grande como esse, totalmente fechado, não tenha ventiladores ou ar-condicionado. Estamos aqui há 20 minutos e já tá muito difícil, isso faz mal pra gente, principalmente para quem é idoso como a minha tia”, reclamou.
Outra usuária, que estava com o filho de dois anos, e preferiu não se identificar, disse que precisou ficar na agência por cerca de 40 minutos e que era visível que ele não estava suportando o ambiente, devido às altas temperaturas. “Uma crueldade fazer isso com crianças e idosos. Todo mundo que está lá dentro está sofrendo com o calor, inclusive os funcionários”, comentou.
A equipe de reportagem tentou contato com a agência, mas não foi possível resposta. O jornal se coloca aberto para o posicionamento.