Cidades do Brasil, Guatemala e Honduras ganham prêmio por reduzir malária

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NOVA IORQUE

Três municípios no Brasil, Guatemala e Honduras foram reconhecidos como Campeões contra a Malária nas Américas 2019 por seus esforços para combater a doença e reduzir o número de casos.

GUATEMALA: La Gomera, campeã contra a malária nas Américas 2019. Foto: Opas/OMS

Os prêmios foram entregues na quarta-feira pela Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, para marcar o Dia de Combate à Malária nas Américas.

Brasil

O município de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, conseguiu reduzir pela metade a alta incidência de malária. O resultado foi obtido com diagnóstico e tratamento precoces, controle de vetores e mapeamento de casos em tempo real.

De acordo com a Opas, São Gabriel da Cachoeira mostra que, utilizando as ferramentas adequadas, é possível reverter a incidência da malária em ambientes difíceis e complexos.

Redução

A cidade faz fronteira com Venezuela e Colômbia e tem uma população de quase 45 mil habitantes. No ano passado, o município teve mais de 14 mil casos, o segundo maior número no país, ficando atrás apenas de Cruzeiro do Sul, no Acre.

Entre janeiro e setembro deste ano, a incidência de malária registrou 47% de queda em comparação com o mesmo período

Guatemala e Honduras

Já na Guatemala, a cidade premiada foi La Gomera, que conseguiu reduzir os casos de malária em 50% no ano de 2018. Já Puerto Lempira, em Honduras, diminuiu a incidência de novos casos em 92%, graças ao trabalho de uma rede de 167 voluntários e a tecnologias como geolocalização para identificar os surtos.

O subdiretor da Opas, Jarbas Barbosa, destacou durante a cerimônia de premiação, que os trabalhos desenvolvidos pelas cidades “são inovadores não apenas para a malária, mas para outras doenças e condições que podem se beneficiar de sua

Puerto Lempira, Honduras – 2019 Campeão da Malária, by Opas/OMS

Malária

A malária é uma doença potencialmente fatal, causada por parasitas transmitidos às pessoas por meio da picada de mosquitos infectados. Cerca de metade da população mundial corre risco de contrair malária, principalmente aqueles que vivem em países de baixa renda.

Dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, mostram que a cada dois minutos, uma criança morre de malária. Em 2017, foram notificados 219 milhões de novos casos de malária; 400 mil pessoas, a maior parte delas, crianças africanas, perderam a vida.

A OMS lembra que a malária é uma doença que pode ser prevenida e curada.

Américas

Nas Américas, 132 milhões de pessoas vivem em áreas onde existe o risco de contrair a doença. Segundo especialistas da Opas, é preciso redirecionar a resposta global, de forma urgente. A responsabilidade pelo desafio recai sobre os países mais afetados.

Em maio de 2019, Argélia e Argentina foram oficialmente reconhecidas pela OMS como livres da malária. A certificação é concedida quando um país prova que interrompeu a transmissão autóctone da doença por pelo menos três anos consecutivos.

Ao todo, 38 países e territórios já foram declarados livres da doença.

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