Carreteiros autônomos se reúnem nesta terça-feira com a direção da Gefco em Porto Real

Por A Voz da Cidade

PORTO REAL

Está marcado para a tarde desta terça-feira, dia 31, um encontro entre carreteiros que transportam os carros fabricados pela Peugeot – Citröen e a direção da Gefco, empresa responsável pela logística da montadora. O encontro terá o objetivo de discutir uma solução que possa garantir o trabalho dos profissionais, também conhecidos como cegonheiros.

No dia 18, os carreteiros autônomos foram surpreendidos com a presença de outra empresa de transporte de veículos, a BSM sediada em Guaíba, no Rio Grande do Sul, realizando o serviço que até então era prestado por eles. Durante dois dias, os autônomos ficaram parados sem carga. Eles somente voltaram a trabalhar na segunda-feira, após um encontro com a direção da Gefco, intermediado por representantes do Sindicato das Empresas e Autônomos de Transporte Rodoviário de Veículos do Estado do Rio de Janeiro (Sintrav-RJ). A entidade também é responsável por intermediar a reunião desta terça.

De acordo com o presidente do Sindicato, Jardel de Castro, a preocupação dos carreteiros autônomos é de que a empresa decida ter frota própria e os deixe sem trabalho. “Esses motoristas fizeram um investimento alto na compra do caminhão. Para atender as exigências da empresa e poder prestar o serviço. São carros novos com menos de dez anos de uso. Cumprem perfeitamente o prazo de entrega com os automóveis em perfeito estado. Ainda estão pagando a prestação que é longa. Se ficarem sem trabalho, a financeira irá tomar o veículos deles. Por isso pediram nosso apoio para dialogar com a empresa”, explica o sindicalista, acrescentando que o preço de um caminhão cegonha completo pode chegar R$ 500 mil.

Outra questão apontada por Jardel é que os caminhões utilizados pelos carreteiros autônomos transportam em média de até 10 veículos e os utilizados pela BSM , de 5 a 6 veículos. “Não é vantagem para a empresa substituir os autônomos já que eles podem carregar mais veículos”, explicou Jardel, que diz que os carreteiros querem saber da Gefco o porquê da contratação desta empresa que pode prejudicar cerca de 300 profissionais que dependem do trabalho. “Temos motoristas aqui que há mais de dez anos faz esse serviço para a Peugeot. Inclusive, trouxe a família para morar em Porto Real para ficar mais próximo da empresa e agora está apreensivo com a possibilidade de ficar sem trabalho.

Como na outra vez, A VOZ DA CIDADE entrou em contato com a Gefco Logística que novamente informou que não iria se pronunciar sobre o caso.

 

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