VOLTA REDONDA
A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, vem ampliando as políticas públicas voltadas à juventude e à erradicação do trabalho infantil. O Cadastro “Jovem Aprendiz VR”, iniciativa que integra as ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), ligado ao Departamento de Proteção Especial (DPES), já possibilitou a inclusão profissional de mais de 220 adolescentes e jovens desde a sua criação, em 2022.
Atualmente, o município conta com mais de 1,2 mil jovens cadastrados no sistema de encaminhamento, que permanecem aptos a concorrer a futuras oportunidades no mercado de trabalho formal, por meio de contratos de aprendizagem. O programa é voltado para jovens com idade entre 14 e 23 anos, assegurando acesso a direitos, qualificação profissional e inserção segura no mundo do trabalho, de forma protegida e legal.
O cadastro pode ser realizado por meio das unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), do Conselho Tutelar e também no Centro Oportunizar, localizado na Vila Santa Cecília. A proposta é garantir que jovens em situação de vulnerabilidade social tenham acesso a oportunidades dignas, evitando a exposição aos riscos do trabalho infantil e promovendo cidadania.

Iniciativa atende jovens de 14 a 23 anos em Volta Redonda – Divulgação PMVR
Além de beneficiar os jovens, o Cadastro “Jovem Aprendiz VR” também contribui para o fortalecimento da economia local, ao aproximar empresas do poder público e fomentar a contratação responsável. A iniciativa cria uma ponte entre o setor produtivo e a política de proteção social, ampliando o impacto positivo no desenvolvimento do município.
A coordenadora do Peti, Larissa Russoni Pena, destacou que o Cadastro “Jovem Aprendiz VR” é uma estratégia fundamental no enfrentamento ao trabalho infantil em Volta Redonda. “É uma resposta importante que a cidade utiliza para garantir segurança aos adolescentes que desejam iniciar a vida profissional, evitando que sejam expostos aos riscos do trabalho infantil. Executamos esse trabalho com muito orgulho, por meio da Secretaria de Assistência Social e de toda a rede intersetorial”, afirmou.
Larissa também ressaltou que o enfrentamento ao trabalho infantil exige integração entre diferentes políticas públicas. “O trabalho infantil não é uma função exclusiva da assistência social. Por meio de ações estratégicas, como o Cadastro ‘Jovem Aprendiz VR’, e da Comissão Municipal, envolvendo outras secretarias, buscamos construir uma rede de proteção para que esses jovens tenham um futuro diferente”, completou.
A diretora do Departamento de Proteção Especial (DPES) da Secretaria Municipal de Assistência Social, Mariana Pimenta, explicou que o programa foi criado a partir da identificação de demandas relacionadas ao trabalho infantil no município. “Entendemos que o Cadastro Jovem Aprendiz é uma possibilidade concreta de garantir trabalho protegido para esses jovens. Precisamos da parceria com as empresas para que eles sejam inseridos no mercado de forma digna, segura e com perspectiva de crescimento”, destacou.