Bandeira tarifária para o mês de março é amarela

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SUL FLUMINENSE

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Anel) divulgou que a bandeira tarifária permanece amarela em março, com custo de R$1,343 para cada 100kWh consumidos. Com a manutenção do acionamento da bandeira amarela é importante reforçar ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia.

No mês passado, houve registros significativos de precipitação nas principais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN). Março ainda é um mês típico do período úmido nessas regiões. Todavia, os principais reservatórios de hidrelétricas do SIN ainda apresentam estoques reduzidos para essa época do ano, em função do volume de chuvas muito abaixo do padrão histórico registrado entre setembro e janeiro.

Essa realidade sinaliza patamar desfavorável de produção pelas hidrelétricas, pressionando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF). A conciliação de baixa produção hidrelétrica com o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) levou à caracterização do patamar amarelo para o acionamento das Bandeiras. O PLD e o GSF são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada.

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Com as bandeiras, a conta de luz ficou mais transparente e o consumidor tem a melhor informação, para usar a energia elétrica de forma mais eficiente, sem desperdícios.

Contas de luz devem ter maior reajuste desde 2018

As contas de luz em 2021 devem ter o maior aumento médio desde 2018, de acordo com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone. Atualmente, a estimativa da agência é que o reajuste fique em 13% em 2021. Esse percentual poderia cair para 8% com a devolução aos consumidores de uma parte dos R$ 50 bilhões em impostos cobrados a mais nas contas de luz nos últimos anos.

Mesmo assim, o aumento de 8% continuaria sendo o maior desde 2018, quando a alta média das tarifas foi de 15%. Entre os fatores que causaram o aumento da tarifa estão desde o maior uso de termelétricas até o câmbio valorizado.

A disparada do dólar desde o ano passado, motivada principalmente pela pandemia, encarece a energia da hidrelétrica de Itaipu, maior usina do país e responsável por atender a cerca de 10% de toda a demanda nacional. A energia de Itaipu, sozinha, vai puxar o reajuste das tarifas em 3,3% neste primeiro semestre.

 

 

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