Baltazar defende indústria criativa como uma das alternativas para sair da crise em 2021

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VOLTA REDONDA

Quando vereador, na última legislatura (2013 a 2016), Paulo Baltazar foi autor de um projeto de lei que estabeleceu o dia 12 de agosto como o Dia Municipal da Indústria Criativa. O projeto foi sancionado em 2015 e tinha o objetivo, além de marcar a data, que a prefeitura trabalhasse em políticas públicas para estimular esse setor. Mas até hoje nada foi feito nesse sentido pela administração pública. Nessa semana, Baltazar, pré-candidato a prefeito, lembrou a data e disse que hoje, mais do que nunca, vivenciando uma pandemia, esse setor precisa ser estabelecido na cidade com apoio da prefeitura.

Volta Redonda é a única cidade do Estado do Rio de Janeiro que tem um dia para a indústria criativa. “Já percebíamos que esse seria um dos caminhos para contornar o desemprego naquela época, em 2015, quando a lei foi sancionada, e agora, com a pandemia, é mais do que nunca. O novo emprego precisa de novas plataformas. É preciso ter os olhos voltados para a questão da economia criativa. O novo normal pós-pandemia tem dois aspectos fundamentais que precisamos focar – saúde e economia”, citou o pré-candidato, frisando que investir na indústria criativa será uma de suas propostas para retomada da economia na cidade.

De acordo com Baltazar, que é médico, na saúde é preciso investimentos claros e na economia o grande desafio é lutar contra o desemprego. Ele afirmou que essas duas áreas precisam caminhar juntas para serem trabalhadas. “É claro que a vida é mais importante, mas o emprego é fundamental”, apontou.

Baltazar citou que as indústrias criativas são aquelas que têm origem na criatividade, capacidade e talento individuais e que potenciam a criação de riqueza e de empregos através da produção e exploração da propriedade intelectual. E as áreas são inúmeras, como artes, antiguidades, arquitetura, artesanato, design de moda, publicidade, cinema, software de educação e de lazer, videogames, dentre outras.  A ideia central da economia criativa é incluir processos, ideias e empreendimentos que usam a criatividade como destaque para a criação de um produto.  “É uma visão nova e que avança cidades do Brasil e no mundo e que está focada, sobretudo, porque os mais afetados na pandemia serão as famílias. E quero ressaltar que muitas vezes a mulher é a chefe dessa família e precisa ter um olhar especial. Se eleito, pretendo levantar qual é a capacidade criativa que já existe espontaneamente em Volta Redonda e depois criar políticas públicas que fortaleçam a indústria criativa”, afirmou o pré-candidato.

SETOR NO BRASIL

Segundo Baltazar, a indústria criativa é setor que emprega mais do que a indústria tradicional, como salários melhores, e que tem a participação relativa de 2,7% no Produto Interno Bruto (PIB). Os estados do Rio e São Paulo são os que mais empregam nessa área.

Em 2017, a Firjan fez um levantamento apontando que a indústria criativa gerou R$ 17,5 bilhões e uma força de trabalho com mais de 837 mil trabalhadores formalizados.

 

 

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