Audiência discute atraso nos pagamentos de funcionários terceirizados

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ESTADO/SUL FLUMINENSE

Diversas representantes da região estiveram presentes numa audiência pública promovia pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na manhã desta quarta-feira. O motivo foi discutir os atrasos nos pagamentos de funcionários terceirizados da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). Profissionais da empresa Atrio Rio Service, contratada para a prestação de serviços de limpeza nas escolas da rede estadual falaram ao encontro que contou com a presença da secretaria e nenhum representante da empresa. Segundo os funcionários, desde outubro de 2017 os salários são incertos.

A audiência foi presidida pelo deputado Waldeck Carneiro (PT). O deputado Glaucio Julianelli, o Dr. Julianelli (Rede) pediu essa primeira audiência da comissão deste ano para discutir esse problema dos terceirizados. Ainda participaram outros integrantes da comissão: os deputados Flávio Serafini (Psol), Tio Carlos (SDD) e Paulo Ramos (sem partido).

Da parte do estado se fez presente o subsecretário executivo da Seeduc, Mário Rocha. Ele informou que os vencimentos foram regularizados em fevereiro. “Reconhecemos que devíamos à Atrio desde o ano passado por falta de verba, mas regularizamos os pagamentos à empresa. Porém, como muitos profissionais informaram que ainda estão sem receber ou recebendo salários parciais, vamos convocar o responsável da Atrio para dar explicações”, afirmou Rocha.

O deputado Waldeck Carneiro (PT), que presidiu a reunião, pediu que a Seeduc encaminhasse um ofício à comissão informando o que será acordado no encontro com os representantes da Atrio. “Esse assunto não é novo na comissão. Vamos ficar em cima e cobrar a regularização dos pagamentos. Os profissionais não podem continuar passando por isso” garantiu Waldeck.

O deputado Dr. Julianelli, que se reuniu com várias funcionárias terceirizadas da região no recesso parlamentar, espera mesmo a resolução do caso. “Se não, estaremos prontos para cobrar esse grande absurdo que é deixar pessoas que vivem com salário mínimo receber picado ou nem ver o salário. Essas pessoas fazem parte do processo político educacional e são essenciais para tal. Não se pode ter aproveitamento escolar com banheiro fedendo, quadro sujo, sem serviço na portaria”, disse.

Uma das representantes do Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe) de Volta Redonda, Maria das Dores Motta, esteve na audiência. Ela lembrou que a mesma situação viveram os funcionários da terceirizada Cuidar no Sul Fluminense, que até hoje esperar resolução na Justiça. Dodora pediu atenção aos presentes porque existem famílias que estão passando fome.

Uma das funcionárias que sofre com os atrasos é Angela Aparecida, 55 anos. Ela contou que foi contratada há dois anos para receber o equivalente a um salário mínimo na área de serviços gerais. No entanto, no mês de fevereiro, os únicos valores que caíram na conta foram R$ 240, referente a parte do pagamento de novembro, e R$ 740, do valor das férias, tiradas em dezembro. “Só recebi dinheiro referente a vencimentos atrasados. Os meus salários de dezembro e de janeiro ainda não recebi. Sem contar, os auxílios alimentação (R$ 315) e transporte (R$ 136) que também estou sem receber”, afirmou, dizendo que para complementar a renda, faz faxina. “Isso, quando encontro alguma casa que esteja precisando, senão, acabo pegando dinheiro emprestado. É desumano viver assim. Tenho filhos para alimentar”, desabafou.

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