Assistidos da DPU em Volta Redonda preparam manifestação de apoio ao projeto social da entidade

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VOLTA REDONDA
Preocupados com um possível fim do projeto “A Defensoria vai Aonde o Povo Pobre está”, por questões internas, usuários da unidade de Volta Redonda marcaram para a próxima segunda-feira, dia 6, às 8h30min, em frente à sede da Defensoria Pública da União (DPU), um ato contra a decisão. A informação é de que o serviço seria encerrado pelo fato do Defensor Público Federal, Claudio Luiz dos Santos, coordenador do projeto não estar mais como chefe da unidade em Volta Redonda.
O ato, de acordo com os organizadores, servirá também para somar e dar força a audiência a ser realizada via canal da DPU no Youtube e Teams, no próximo dia 10, às 19 horas, com a presença de lideranças das comunidades e dos coletivos atendidos, além dos parceiros, movimentos sociais e agentes políticos em geral.
A notícia fez com que representantes de coletivos sociais, como dos catadores de resíduos, quilombolas, povos indígenas, moradores em situação de rua, assistidos pela Defensoria Pública da União (DPU) através do referido projeto, articulassem o ato. O objetivo é defender os servidores dedicados ao projeto, como o defensor Claudio.
ESFORÇO NA GARANTIA DE DIREITOS
O projeto, de acordo com os organizadores do movimento, é um esforço na garantia de direitos a tantas pessoas e coletivos de 15 munícipios da Região Sul Fluminense e Costa Verde. A ação teve início em 2017 e atende a mais de 30 coletivos e comunidades. Vale ressaltar que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no dia 16 de novembro deste ano, aprovou Moção de Congratulações, Aplausos e Louvor à DPU em Volta Redonda, pela implantação do projeto A Defensoria vai Aonde o Povo Pobre está.
Vale lembrar que, em julho de 2019, diferentes coletivos de assistidos pela DPU em Volta Redonda, promoveram em conjunto com outras instituições e movimentos sociais, um ato em defesa da entidade no município. Na ocasião, através de uma Medida Provisória (MP) do governo Federal a Defensoria Pública teria que devolver servidores e que isso poderia resultar no fechamento de 43 unidades, entre elas a de Volta Redonda. Só que a Medida Provisória foi revogada, o que para os manifestantes, foi uma vitória da sociedade em suas articulações e manifestações.