Assistentes sociais do INSS questionam medida provisória do governo federal

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VOLTA REDONDA

A Medida Provisória 905, editada em 11 novembro pelo governo federal, determina o fim do atendimento das assistentes sociais de forma presencial nos postos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) em todo Brasil. A medida terá um impacto desastroso também em toda a região. Por isso, um encontro para debater o assunto foi realizado ontem, na sede da Defensoria Pública da União (DPU-VR) no município.

Entre outros, o encontro contou com a presença do coordenador da DPU em Volta Redonda, Claudio Santos, da assistente social do INSS de Volta Redonda, Vanessa Alves, profissionais e representações sociais, como da Comissão de Defesa de Direitos e do Movimento pela Ética na Política (MEP).

Inicialmente as assistentes apresentaram o cenário da estrutura das unidades do INSS e destacaram. “O atendimento presencial para a população, em especial para os idosos, pessoas com deficiência e pessoas com dificuldade de acesso digital é a garantia de inclusão delas no sistema de assistência”, destacou a assistente social no posto de Barra Mansa, Rose Celestino. Informou ainda que na Região Sul Fluminense são 13 postos e apenas oito assistentes sociais para atender toda demanda. No Brasil são cerca de 1.596 profissionais da área. “Estamos correndo contra o tempo, pois em 90 dias a MP pode transforma-se em lei, aí seremos deslocadas para áreas administrativas” lamentou Rose.

ENCAMINHAMENTOS

Alguns encaminhamentos saíram do encontro. Entre eles a solicitação de uma agenda como o gerente do INSS em Volta Redonda, Herick Higino, para expor as preocupações quanto à medida, via Claudio Matos. Participação da Audiência Pública da DPU, no dia 13 dezembro e apresentar os impactos sociais via Comissão de Direitos, articular contatos com prefeitos, presidentes das Câmaras Municipais das cidades da região e com os deputados eleitos com base na Região Sul Fluminense e incentivo à assinatura abaixo assinado físico ou virtual link: http://bit.ly/359ZGFl e estreitar ligações com a Comissão Nacional de Defesa do INSS.

 

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