Assistência Social promove encontro para debater o enfrentamento à violência doméstica

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BARRA MANSA

A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) realiza amanhã, 29, às 14 horas, uma roda de conversa com os temas ‘enfrentamento da violência contra as mulheres’ e Casa Abrigo regional de permanência breve Deiva Ramphini Rebello, destinada a atender mulheres em situação de violência. O evento acontece no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), situado no Ano Bom. A finalidade é esclarecer e potencializar a rede de atendimento à mulher e sua inserção no acolhimento.

A expectativa é reunir profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Conselho Tutelar, Lar Acolhedor, UPA, Serviço de Atendimento Domiciliar, Polícias Civil e Domiciliar, Secretaria de Saúde, Hospital da Mulher, UPA e o Centro POP para poder aprofundar políticas públicas de combate à violência doméstica.

Segundo a gerente de Proteção Social Especial da SMASDH, Josiane do Nascimento Caldas, o encontro faz referência ao dia 25 de novembro, quando é celebrado o Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres. “Nossa intenção é fortalecer a rede de atendimento à mulher que é vítima de violência doméstica, que hoje conta com três órgãos fundamentais”, disse.

Ainda de acordo com Josiane, os órgãos fundamentais são: O Creas, os hospitais e a Delegacia de Polícia. “Quando a demanda chega por meio do Creas, fazemos o encaminhamento para a 90ª DP com foco no registro de ocorrência, para o Hospital da Mulher no caso de violência sexual e para a UPA e Santa Casa, quando há violência física e psicológica. Paralelamente, encaminhamos a vítima para a rede socioassistencial do município, onde são ofertados atendimentos psicoterapeuta para toda a família”, explicou.

ATENDIMENTOS

Quando a demanda chega através da Delegacia de Barra Mansa os casos de violência física e sexual são encaminhados para a UPA, Santa Casa ou Hospital de Mulher e o atendimento socioassistencial para o Creas. Já quando a mulher procura o atendimento direto na UPA, Santa Casa ou no Hospital da Mulher a delegacia e o Creas são acionados. Os casos também são levados ao conhecimento do Ministério Público. Aqueles, referentes à violência física são encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de corpo delito.

No ano de 2017, Barra Mansa registrou, segundo dados do Instituto de Segurança Pública, um homicídio doloso contra  a mulher, 16 tentativas de homicídio, 367 lesões corporais, 41 estupros, três tentativas de estupro e um caso de assédio sexual. Este ano, de acordo com o Creas, até o momento, já são 33 casos registrados, três de violência física, sete de violência física/ psicológica, 14 de violência psicológica, dois de abuso sexual, três de negligência, um de violência psicologia patrimonial,  um de violência psicológica financeira e um de violência sexual. Além dos casos que não chegam ao conhecimento dos equipamentos públicos que atuam na defesa da vida da mulher devido à falta da formalização da denúncia.