Assessor institucional explica momento difícil do Centro Universitário de Barra Mansa

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“Não há culpados; há circunstâncias”. Destaca o assessor institucional do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), Mário Sila, sobre o momento difícil que o UBM está passando. Através de assembleia realizada nessa semana pelo Sindicato dos Professores do Sul Fluminense (SinPro-SF), foi decidido que será deflagrada greve a partir da próxima terça-feira, dia 22. O motivo é atraso no pagamento salarial dos últimos dois meses.

A instituição explica que todas as atividades estão ocorrendo normalmente nos campi Barra Mansa e Cicuta, assim como o funcionamento dos setores. Portanto, havendo greve, as aulas serão posteriormente repostas. O assessor aponta que devido ao impacto causado pela crise financeira em todo o país entre os anos de 2015 e 2016, o UBM passou a buscar recursos em instituições financeiras para a cobertura das despesas correntes naquela época.

“Como o mercado se encontrava restritivo para concessão de crédito nesses anos, as operações acabaram sendo feitas com curto prazo de pagamento e taxas de juros elevadas para os padrões de hoje, ocasionando uma concentração de vencimentos para o decorrer dos anos subsequentes e que comprometeram a manutenção do custeio das despesas mensais da instituição”, explicou, acrescentando que apenas em Barra Mansa, foram seis mil postos de trabalhados perdidos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Se as pessoas não recebem, como vão pagar? Por isso, destaco: não há culpados, há circunstâncias que impedem as pessoas de honrarem seus compromissos”.

Para a melhoria das situações apresentadas, foram estabelecidos os seguintes cenários: Com a aprovação de uma nova operação de crédito – que permitirá o alongamento de toda a dívida e com taxa de juros reduzida –, seria gerado saldo de caixa suficiente para regularização dos salários até o final deste semestre. Vale ressaltar, no entanto, que a materialização desta operação ainda demanda mais alguns dias. Outra possibilidade é a liberação dos recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), existe uma medida judicial para a liberação dos recursos.

Mário Sila informa ainda que, em negociação com a Caixa Beneficente dos Empregados da Companhia Siderúrgica Nacional (CBS), no fim de abril, foi estabelecido um acordo para a regularização da locação do imóvel do campus Cicuta, com o parcelamento dos débitos, que já está sendo cumprido. “A primeira parte do acordo já foi paga. O UBM não está à venda, não vai fechar. Estamos trabalhando para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O objetivo é sanar a dívida com professores e demais funcionários”, aponta.

O outro lado

O presidente do Sindicato dos Professores do Sul Fluminense (SinPro-SF), João Marques explica que esta é uma situação complicada. “O UBM é uma instituição importante para a região; é a que mais tem alunos e me espanta ter chagado a esta situação. Há salários, férias e 13º atrasados. Não suportando mais, os professores decidiram pela greve. Estamos abertos a negociações, havendo ações concretas, como o depósito do pagamento, levamos a situação em assembleia e a greve pode acabar. O que nós pedimos é simples: apenas que paguem os professores”, destaca o presidente do sindicato.

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