Arma usada para matar advogada estava registrada no nome de uma pessoa já morta

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VOLTA REDONDA

Policiais da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro informaram nesta quinta-feira, dia 6, que a arma (uma pistola 765 com silenciador acoplado) utilizada para matar a advogada Karina Garofalo, no último dia 15, na Barra da Tijuca (Zona Oeste carioca), estava registrada no nome de uma pessoa já morta.

Ainda segundo informações, o suposto dono era morador de São Paulo, mas o mesmo não teve o nome revelado. Ainda segundo a polícia, na próxima segunda-feira o inquérito que apura a morte da corretora, que natural de Volta Redonda, será concluído e remetido à Justiça.

Os responsáveis pelo caso afirmam que há possibilidade que o ex-marido de Karina, Pedro Paulo Barros Pereira Junior, principal suspeito de sua morte, se entregue a qualquer momento. A afirmação teria sido garantida pelo advogado do investigado.

Karina é filha do empresário Pepe Garofalo, que foi dono da distribuidora de jornais da Cidade do Aço. Ela foi morta enquanto caminhava ao lado do filho de 13 anos (e também deixou outra filha, de 18).

No dia 21, Paulo Maurício Barros Pereira se entregou a polícia em Volta Redonda. Ele foi escoltado para a Delegacia de Homicídios da capital, que investiga o caso. Paulo é primo do ex-marido da vítima, que também teve a prisão decretada pela Justiça. Pedro teria encomendado a morte de Karina ao primo.

Hamir Feitosa, de 28 anos, também foi preso no dia 28, em Pinheiral, por suspeita de ter participado da morte da advogada. A ordem de prisão temporária de Hamir foi expedida pela juíza Maria Izabel Pena Pieranti, do Plantão Judiciário do Fórum da Capital.

Segundo a Polícia Civil, ele é Guarda Municipal em Porto Real e, de acordo com as investigações, teria pilotado a moto no dia do crime (visualizadas por meios das câmeras de segurança de um shopping).  Após a notícia, o secretário de Ordem Pública de Porto Real, Elias Vargas, comunicou o afastamento do servidor até que a investigação seja concluída.