Aproaço celebra prorrogação de prazo para implementação de programa obrigatório nas indústrias

Associação solicitou adiamento a Codin, devido ao momento de turbulência do setor que vem perdendo empregos e fechando empresas neste primeiro semestre

Por Roze Martins
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BARRA MANSA

Foi publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, dia 20. uma Portaria que prorroga o prazo de implementação do Programa de Integridade – Compliance e Governança Corporativa – para as indústrias no estado. A obrigatoriedade de implementação, que prevê um conjunto de práticas e políticas disciplinares para controle interno, é determinada pela Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro), e exigida para todas as empresas do aço que protocolizaram Carta Consulta para operar no estado do Rio.

Agora, o novo prazo estabelecido pela Codin será de acordo com a data prévia de entrega do Relatório de Desempenho Semestral, assinado por cada indústria.

A Aproaço (Associação dos Processadores de Aço do Estado do Rio de Janeiro), destacou a importância da prorrogação, atendendo a uma solicitação do setor feita pelo presidente, Haroldo Filho. De acordo com a associação, apesar de entender a relevância do programa, as empresas necessitam de mais tempo para implementar, visto o momento de grande turbulência vivido pelo segmento do aço.

“Agradecemos a diretoria da Codin pela sensibilidade em entender o momento das empresas.  O primeiro trimestre de 2026 tem sido muito severo com o setor de processamento de aço, inclusive já estamos perdendo empresas e empregos na região sul fluminense. O novo prazo permite maior adequação financeira das indústrias para implementação, ao mesmo tempo em que o setor busca se reinventar para sobreviver a alta taxa de juros, que gera baixo consumo, impossibilita investimentos e ainda busca soluções para conter a concorrência desleal com a entrada do aço subfaturado asiático, que apesar do Governo Federal ter ampliado a lei antidumping, não há fiscalização suficiente para conter a entrada de forma irregular”, explicou Haroldo Filho, que ainda complementou.

“Para que todas as empresas possam se adequar o quanto antes, estamos montando uma força tarefa para apresentar o passo a passo do programa, todos os pontos importantes e dando suporte para as indústrias que não possuem ferramentas internas para implementar”, finalizou.

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