Antonio Furtado consegue aprovação na Câmara Federal de Moção de Repúdio contra Marcha da Maconha

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VOLTA REDONDA

O deputado federal Delegado Antonio Furtado (União) quer impedir a realização da Marcha da Maconha de Volta Redonda, marcada para o dia 29. Ele conseguiu na Câmara Federal que fosse aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado uma Moção de Repúdio. De sua autoria, o pedido, aprovado na terça-feira, 17,  expõe a opinião desfavorável a respeito do evento.

Dos 24 deputados um votou contrário a moção. Paulo Teixeira (PT), de São Paulo, justificou que a manifestação é legítima e deve ser realizada, tanto que em outras cidades já aconteceu. O ato já foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal em 2011.

Já para Furtado, o momento é de resistir e somar esforços para que este evento não seja realizado, evitando impactos sociais e familiares muito ruins. “As famílias de Volta Redonda não querem essa marcha que aumentará ainda mais os jovens envolvidos com drogas. Ou seja, ela não gera nada de positivo. Caso não seja impedida, essa iniciativa pode desencadear um cenário de desordem e de apologia às práticas criminosas. O objetivo deles é afundar nossa juventude no mundo devastador do vício, onde muitos não estudam ou trabalham, acabando no crime. Mas estamos lutando e fazendo todo o possível para impedir que isso aconteça. Não cederemos a ameaças e nem a intimidações. A nossa luta é maior e em prol da segurança e da proteção da sociedade”, frisou.

Furtado citou que é a favor do uso do Canabidiol, uma das substâncias presentes na maconha, para fins medicinais. Comprovadamente, o componente não causa dependência e alucinações. Furtado acrescentou que o uso terapêutico, para tratar ataques epilépticos e tremores, o qual defende, deve ser discutido, reforçando que esse emprego não traz nenhum perigo, pois se dá sob orientação médica, e difere totalmente da utilização recreativa, abusiva e indiscriminada da droga. “Precisamos conscientizar a população quanto aos riscos do uso da maconha. Engane-se quem pensa que estamos falando apenas de sensações momentâneas e brandas. A vida das pessoas pode ser afetada para sempre, sem possibilidade de reversão. Entre os efeitos da maconha, podemos citar o comprometimento da capacidade cerebral, perda da memória, alteração da coordenação motora, ataques psicóticos, aumento do risco de problemas cardíacos, paranoia, delírios de perseguição e agressividade, entre tantos outros. Sem falar que as consequências são bidirecionais, trazendo resultados negativos para quem usa a droga e para outros ao seu redor, especialmente a família do dependente”, concluiu o deputado.

MARCHA DA MACONHA

Os manifestantes se reunirão no dia 29, às 14h30min, na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília e seguirão até a Praça Pandiá Calógeras. Eles pedem a legalização da maconha. Existem diversos movimentos acontecendo nesse sentido em cidades do país. As ações têm por objetivo propor novas políticas sobre a legalização da maconha, cobrar do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento da descriminalização e também protestar contra as prisões por consumo da droga.