Ambientalistas juvenis do ‘Projeto Recriar’ promovem limpeza no Córrego Cachoeirinha em Volta Redonda

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VOLTA REDONDA
Após dois anos sem atividades de rua, devido a pandemia por causa do coronavírus (Covid-19), integrantes do ‘Projeto Recriar’ retornam às atividades. O grupo , iniciado em 2017, promoveu ontem uma limpeza no Córrego Cachoeirinha, no bairro Vila Santa Cecília, em Volta Redonda.
O engenheiro ambiental, integrante do Projeto Recriar, Thales Patriota, informou que cerca de meia tonelada de entulhos foi retirada de dentro do riacho entre a Praça dos Inocentes e o Rio Brandão. “Durante a atividade abordamos também os transeuntes para explicar os nossos objetivos e ao final realizamos uma espécie de aula cívico-ambiental”, informou Patriota.
Ainda de acordo com o engenheiro, alegria e determinação da equipe já sinalizaram a continuidade do trabalho socioambiental na Pedreira da Voldac, na próxima semana. Disse ainda o idealizador do projeto que as ações ambientais seguem pela cidade.
APRENDIZADO Para muitos jovens participantes da ação, o momento foi de grande aprendizado. A aluna do Pré Vestibular Cidadão do MEP, Larissa Brandão, é uma delas. Ela participou pela primeira vez da atividade e lembrou que em 2018 foi abordada pelo grupo. “Em 2018, tinha 13 anos, e ao passar pela Vila, neste mesmo local, fui abordada por integrantes do ‘Recriar’. Eles explicaram a finalidade do projeto”, declarou a estudante, ressaltando que ouviu atentamente as explicações e agora está participando com eles pela primeira vez. “Estou muito feliz de poder representar o MEP em uma atividade em defesa e preservação dos nossos riachos e rios”, disse Larissa.
Natã Santos, que fez questão de parar no local e com a esposa ouvir os jovens, disse que é muito importante cuidar do patrimônio ambiental presente e futuro. “Isto que devemos deixar para nossos filhos. O trabalho de consciência que fazem no cuidar do menor rio, o riacho, para os maiores, o Rio Brandão e o Paraíba, é um belo exemplo para a sociedade e as autoridades. Esses jovens estão de parabéns”, disse Natã.
AÇÃO SIMBÓLICA
O professor universitário e integrante da equipe Reciclar, Roberto Guião declarou durante a ‘aula ambiental’ que foi ao local, mais uma vez em uma ação simbólica. Lembrou que a exemplo das Larissa, agora voluntária é muito singular e animador. “Nossas atitudes fazem mudar. O grande desafio com vista a mudar a sociedade na linha de provocar políticas públicas, surge a partir das demandas da sociedade organizada. Daí a importância deste trabalho”, declarou o professor, ressaltando que embora pareça uma ação pontual, a ação faz mudar e é preciso dar continuidade.
Fábio de Paula foi outro que aprovou a atividade. “A minha filha Karine sempre me incentivou, tanto que eu e minha esposa passamos a ficar mais atentos ao meio ambiente. Por isso estou com eles aqui. Ela provocou mudanças de atitudes dentro da nossa casa”, disse orgulhoso o pai da jovem ambientalista Karine de Paula. “Fiquei assustado com a quantidade de cacos de vidros, garrafas pet e madeiras dentro riacho. Penso que o poder público poderia atentar para isto”, disse Fábio.
A atividade contou com a participação de cerca de 20 jovens. No fim da ação, os coordenadores agendaram para o dia 2 de outubro outra atividade na Pedreira da Voldac, com apoio da Equipe Ambiental do MEP.

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