Alta dos juros requer o uso adequado do cartão de crédito rotativo

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SUL FLUMINENSE

Os usuários do cartão de crédito já perceberam que deixar atrasar a fatura do mês pode representar um problema ainda mais grave, tornando a dívida ainda maior e impraticável. Segundo os dados mais recentes do Banco Central, em agosto os juros do cartão de crédito rotativo sofreram alta de 2,6% chegando a 274% ano. E ainda, em outra modalidade muito utilizada pelo contribuinte, o saldo do cheque especial, fechou o oitavo mês de 2018 na casa dos 303,2% ano – uma das mais caras modalidades de crédito no mercado financeiro.

Segundo o orientador financeiro, Reinaldo Domingos, as duas principais saídas do contribuinte em situação de dívida deve ser adotada com cautela. Tem sido habitual a oferta de bancos e até empresas privadas como magazines e lojas de varejo ofertando cartões de crédito para clientes ou correntistas. Desta forma, muitas pessoas que já detém um cartão de crédito, seduzida pela oferta de maior poder de compra, adquire outros cartões de bandeiras distintas, às vezes. Ao sair às compras, o contribuinte pode cometer excessos que serão expressos em uma conta alta na fatura mensal acumulada de cada cartão. Portanto, a dica é evitar possuir diversos cartões de crédito. “Caso tenha apenas um ganho mensal, o ideal é ter um cartão de crédito; caso ganhe semanalmente, poderá ter até três cartões, para os dias 10, 20 e 30. Com isso, poderá comprar seis dias antes do vencimento de cada um deles, ganhando 36 dias para pagamento. Em alguns casos parcelar sem juros pode ser mais vantajoso do que pagar à vista, desde que esses valores caibam no orçamento mensal, é claro. Atualmente há cartões de crédito que oferecem descontos quando o cliente adianta o pagamento das parcelas, outra forma de economizar”, informa.

O desempregado Renato da Silva, 43, de Itatiaia, está fora do mercado há nove meses e viu sua vida mudar com os juros do cartão crescendo por não quitar faturas integrais. “Eu pagava o mínimo e por fim deixei tudo parado dando prioridade a outras contas, como aluguel e luz. A dívida era de R$ 490, hoje subiu para quase R$ 2,5 mil. O nome ficou sujo e todas as demais linhas de financiamento não aceita fornecer empréstimo. Sou uma vítima dos cartões, pois usava o do banco e outro de uma loja de roupas. Uma tentação perigosa que hoje sei reconhecer que não tive raciocínio adequado pra usar”, conta.

NEGOCIE DATA E TAXAS

Segundo o orientador financeiro, outra dica fundamental para não se atolar nas contas dos cartões ou limite especial do cheque é negociar datas de vencimento e as taxas praticadas pelas instituições financeiras. “Organize para que a data de pagamento seja posterior e próxima à entrada da renda, evitando correr o risco de atrasar o pagamento. É válido que limite do cartão de crédito não ultrapasse 30% do salário ou ganho mensal, assim evita-se gastar mais do que ganha usando o cartão de crédito”, frisa Reinaldo, lembrando que para ter mais força para conquistar seus sonhos, evite pagar a anuidade do cartão de crédito. Hoje é possível encontrar cartões que não cobram taxa de manutenção. É válido negociar com a operadora ao menos a redução dessas taxas.

 

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