Alerj cria Frente Parlamentar de Combate à Pedofilia

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ESTADO

Uma blitz com o apoio do Governo do Estado para conscientizar a população sobre o aumento dos casos de violência física e psicológica contra crianças e adolescentes. Essa foi a primeira proposta de ação levantada na reunião de instalação da Frente Parlamentar de Combate à Pedofilia e Enfrentamento à Exploração e Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes no Estado do Rio de Janeiro, realizada, na Alerj, nesta quinta-feira (21/10).

A Frente foi criada via requerimento apresentado pela deputada estadual Célia Jordão (Patriota), que pretende reunir representantes da sociedade civil e de instituições públicas para discutir o aprimoramento da legislação e políticas públicas relacionadas ao tema. A deputada é autora do PL 3712/2021, que prevê a criação da Política da Primeira Infância. Também participaram da primeira reunião o vice-presidente da Frente, deputado Coronel Salema (PSD), e a secretária-geral, deputada Tia Ju (REP).

“A pedofilia é uma ferida que não cicatriza. Podemos combater e enfrentar essa chaga social somando forças com o Ministério Público, Defensoria Pública, Justiça Federal e Governo do Estado. O tema também precisa ser tratado em nível de saúde pública”, ressaltou a deputada Célia Jordão.

A ideia é que a blitz de conscientização proposta nessa primeira reunião ocorra nos moldes da operação Lei Seca, e que as vítimas exponham suas experiências e chamem a atenção da população para o grave problema da exploração sexual e da pedofilia. Para se ter uma ideia, segundo levantamento da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), só no ano passado, 58% das denúncias recebidas no Rio de Janeiro foram de casos de vítimas entre 0 e 6 anos de idade.

O abuso sexual, com 49,3% dos registros, é o principal crime praticado. Em 40% dos casos, pelo próprio pai, e, em 20% pelo padrasto. As meninas são as maiores vítimas, com 62,26% das notificações. O levantamento aponta ainda que a violência psicológica foi a segunda maior denúncia, com 24,4% dos casos, seguida pela violência física, com 15,6%, e a negligência, com 10,7% dos casos.