Aciap-BM realiza palestra sobre os impactos da Reforma Tributária para empresas de serviços

O encontro foi conduzido pelo advogado tributarista Ricardo Abreu e pela CEO da Edvaldo Contabilidade, Priscilla Thomé, que apresentaram uma análise prática e estratégica sobre as mudanças que prometem impactar o cenário empresarial brasileiro

Por Roze Martins
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BARRA MANSA

A Associação Comercial, Industrial, Agropastoril e Prestadora de Serviços de Barra Mansa (Aciap) realizou nesta quinta-feira, dia 19 de março, uma palestra voltada aos impactos da Reforma Tributária nas empresas prestadoras de serviços. O encontro foi conduzido pelo advogado tributarista Ricardo Abreu e pela CEO da Edvaldo Contabilidade, Priscilla Thomé, que apresentaram uma análise prática e estratégica sobre as mudanças que prometem impactar o cenário empresarial brasileiro.

Durante a palestra, os especialistas destacaram que a Reforma Tributária vai muito além da definição de alíquotas. Trata-se de uma mudança estrutural no modelo de tributação do país — uma nova realidade que exige preparação desde já. Atualmente, prestadores de serviço recolhem apenas o ISS. Com a reforma, a partir de 2029, será implementado o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que unificará o ISS e o ICMS. Já em 2027, o PIS e a Cofins deixarão de existir, dando lugar à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), cuja alíquota ainda será definida.

Apesar de 2026 ainda não trazer alterações na cobrança de impostos, o momento de adaptação já começou. “A reforma não começa em 2027 — ela começa agora. É preciso entender as regras do jogo, as finanças da empresa, para estar preparado para o próximo ano”, destacou Ricardo Abreu, reforçando a importância de compreender o novo sistema o quanto antes. Outro ponto relevante é a mudança no destino da arrecadação. Hoje, o imposto é recolhido no município de origem do prestador. Com a reforma, passará a ser destinado ao local onde o serviço é consumido, impactando diretamente as estratégias comerciais das empresas.

Entre as principais mudanças também está o split payment, sistema em que o imposto será automaticamente retido no momento da transação financeira. Ou seja, o valor já será destinado ao Fisco antes mesmo de entrar no caixa da empresa. Além disso, o novo modelo amplia o aproveitamento de créditos tributários, permitindo que empresas utilizem como crédito os valores pagos em insumos e serviços adquiridos — o que torna essencial uma análise estratégica de fornecedores, clientes e operações.

Os especialistas alertaram que o período entre 2027 e 2032 será desafiador, devido à transição entre os modelos. Por isso, a recomendação é clara: empresários precisam entender profundamente seus números e sua operação. “Não é sobre imposto, é sobre gestão financeira e estratégia. É preciso entender o dia a dia da empresa, quem são os fornecedores e clientes. Isso fará toda diferença”, reforçou Priscilla Thomé.

Para a presidente da ACIAP-BM, Fernanda Moysés, o tema exige atenção imediata por parte dos empresários. “É fundamental que o empresário busque informação e se prepare desde já. A Reforma Tributária impacta diretamente a gestão e a competitividade das empresas, e encontros como este são essenciais para orientar e fortalecer o nosso empresariado.”

A mensagem final foi direta: entender as regras do jogo será essencial para manter a margem de lucro e continuar crescendo diante das mudanças.

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