Operação Fim da Rota prende integrantes do TCP envolvidos no tráfico interestadual de drogas e armas

Por Mônica Vieira
a voz da cidade

RIO

Policiais civis da Delegacia de Combate aos Crimes Organizados e Lavagem de Dinheiro deflagraram, nesta quinta-feira, 26, a Operação Fim da Rota, com o objetivo de identificar e prender criminosos que atuavam de forma discreta dentro da estrutura do Terceiro Comando Puro (TCP). A ação ocorreu na capital fluminense, em São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e também nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, resultando na prisão de cinco investigados.

As investigações tiveram como foco um núcleo da facção criminosa voltado ao tráfico interestadual de drogas e armas de alto calibre, especialmente fuzis. Diferentemente de operações tradicionais, os alvos não possuíam antecedentes criminais nem registros policiais, mantendo rotina considerada comum e residindo fora de áreas dominadas pelo tráfico, o que dificultava a identificação pelas forças de segurança.

A apuração utilizou técnicas avançadas de inteligência e análise financeira para revelar uma organização estruturada, com divisão definida de funções e atuação integrada entre os três estados. Os agentes identificaram movimentações financeiras suspeitas envolvendo criptoativos, empresas de fachada e contas bancárias em nome de terceiros utilizadas para ocultar valores provenientes do tráfico.

Segundo a Polícia Civil, o líder do grupo coordenava as atividades a partir do Complexo da Maré, enquanto operadores realizavam a ligação entre fornecedores no Rio de Janeiro e distribuidores em outros estados. O esquema utilizava estabelecimentos comerciais como fachada para o transporte de armamentos, incluindo fuzis do tipo AR-10, além de grandes carregamentos de drogas.

As investigações também apontaram o uso de comunicação criptografada e veículos adaptados com compartimentos ocultos para esconder entorpecentes e armas. No setor financeiro, o grupo utilizava transferências via Pix, depósitos fracionados, agiotagem e contas de pessoas físicas e jurídicas para tentar disfarçar a origem ilícita dos recursos.

A operação contou com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais, do Departamento-Geral de Polícia Especializada, do Departamento-Geral de Polícia do Interior e de policiais civis de Minas Gerais e Espírito Santo, que cumpriram simultaneamente mandados de prisão e de busca e apreensão. A ofensiva teve como objetivo atingir tanto o braço operacional quanto o núcleo financeiro da organização criminosa.

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