BARRA DO PIRAI
O Centro Cultural Rosemar Muniz Pimentel, na antiga estação, recebeu na noite da última quinta-feira (5) uma edição especial do Cineclube Estação em celebração ao Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas. A programação reuniu exibição de documentários, debate aberto ao público e o lançamento de dois livros do pesquisador Marcelo Sant’Ana Lemos, além da participação da poeta e escritora indígena Puri, Zélia Balbina.
O encontro promoveu um momento de reflexão sobre a presença indígena na formação do Brasil e, especialmente, na história do Vale do Paraíba e de Barra do Piraí, resgatando memórias que foram invisibilizadas ao longo dos séculos.
Marcelo Sant’Ana Lemos destacou a importância da data e do espaço de diálogo. “O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas nos lembra que a nossa história começou muito antes do que está nos livros. Falar de Ypiranga dos Guaranys e do povo Pury é reafirmar que os indígenas sempre estiveram aqui, resistindo, construindo e deixando marcas profundas no Brasil,” afirmou o autor.
Zélia Balbina, poeta e escritora do povo Puri, emocionou o público ao falar sobre identidade, memória e resistência. “Estar aqui hoje é afirmar que nós, povos indígenas, continuamos vivos, produzindo cultura, conhecimento e arte. Esse espaço de escuta é fundamental para que nossas vozes sigam ecoando e para que a sociedade reconheça nossas lutas.”
O secretário municipal de Cultura, Audiovisual e Economia Criativa, Gabriel Barbosa, reforçou a importância da pauta para o município. “Barra do Piraí tem raízes indígenas profundas. Valorizar essa história é também valorizar a identidade do nosso povo. Criar espaços como o Cineclube Estação fortalece o debate, promove respeito e mantém viva a memória dos povos originários,” disse o secretário de Cultura, Audiovisual e Economia Criativa.