COSTA VERDE
Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) neutralizaram, nesta quarta-feira, 4, o líder do tráfico de drogas que atuava nas cidades de Angra dos Reis e Paraty. A ação ocorreu durante uma operação no Morro do Glória, em Paraty.
Segundo a Polícia Civil, o narcotraficante reagiu à chegada das equipes e optou pelo confronto armado. Durante a ação, três integrantes da organização criminosa foram presos, e os agentes apreenderam uma arma de fogo, drogas e anabolizantes. O homem neutralizado era apontado como responsável por comandar a venda de entorpecentes na região, além de incentivar ataques contra agentes de segurança pública.
As investigações indicam que o criminoso, que morreu na hora, também estava diretamente envolvido no homicídio de um policial civil ocorrido em setembro do ano passado, no município de Angra dos Reis, no bairro Balneário. Além disso, ele era investigado por participação na tentativa de homicídio contra um policial militar, registrada em 17 de junho de 2025, em frente à residência da vítima. Na ocasião, criminosos armados com fuzil e pistola efetuaram diversos disparos e fugiram após a reação do agente. O veículo utilizado no ataque foi incendiado posteriormente, numa tentativa de eliminar provas.
De acordo com a DRE-CAP, as apurações comprovaram que a organização criminosa possuía atuação estruturada no tráfico de drogas na Costa Verde, mantendo conexões diretas com áreas dominadas por facções criminosas na capital, especialmente no Complexo do Alemão. O grupo também é investigado por envolvimento em diversos crimes violentos, incluindo ataques direcionados a agentes do Estado.
Durante a operação desta quarta-feira, os policiais civis foram alvo de ataques por criminosos armados. Conforme destacou a Polícia Civil, a escolha pelo confronto partiu exclusivamente dos integrantes da organização criminosa. As equipes atuavam de forma legal, técnica e planejada, reagindo para preservar suas vidas e garantir a segurança da população local.
As investigações ainda revelaram que o grupo criminoso possuía divisão de funções e hierarquia bem definidas, com monitoramento constante das guarnições policiais, apoio logístico às ações criminosas e auxílio na fuga de suspeitos. A análise de aparelhos celulares apreendidos ao longo da investigação permitiu identificar a participação de integrantes responsáveis pelo fornecimento do veículo usado no atentado contra o policial militar, pela realização de transferências financeiras para custear ações criminosas, pelo repasse de informações estratégicas e pela coordenação logística envolvendo armas, drogas e deslocamento de criminosos para áreas conflagradas do estado.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar outros envolvidos na organização criminosa.