Mambucaba ganhará novo polo cultural

Por Franciele Aleixo
polo cultural em mambucaba (1)

ANGRA DOS REIS

A Prefeitura de Angra dos Reis iniciou as intervenções para a implantação do Polo Cultural, na Vila Histórica de Mambucaba. Equipes do executivo municipal já atuam na transformação das ruínas de um antigo casarão dos séculos XVIII e XIX em um moderno centro de convivência, formação e fomento às artes.

A iniciativa é resultado de um convênio entre a Prefeitura de Angra dos Reis e o Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, com investimento de R$ 1.678.524,96. A execução está a cargo do município, por intermédio das secretarias de Cultura e Patrimônio e de Obras e Habitação.

Localizado na Rua do Comércio, esquina com a Rua Godofredo Domingues das Neves, o Polo Cultural da Vila Histórica de Mambucaba se consolidará como um novo ponto de encontro para artistas, moradores e visitantes, fortalecendo a identidade cultural local e ampliando o potencial turístico de Angra dos Reis. As obras devem ser concluídas em um ano.

O prefeito Cláudio Ferreti destacou o impacto cultural, histórico e turístico do projeto.

— Mambucaba é um patrimônio vivo da nossa cidade e do estado do Rio de Janeiro. Este Polo Cultural representa o compromisso da nossa gestão com a preservação da memória e com o futuro. Estamos devolvendo à população um espaço que respeita a história, valoriza a cultura local e cria oportunidades de desenvolvimento social e turístico – afirmou o prefeito.

Por se tratar de um bem tombado, as intervenções seguem critérios rigorosos de preservação. Todo o processo conta com o acompanhamento de uma empresa de arqueologia especializada, garantindo o cumprimento integral das exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A secretária de Cultura e Patrimônio, Marlene Ponciano, celebrou o início das obras como um marco para a identidade local.

— O Polo Cultural de Mambucaba não é apenas uma obra de infraestrutura, é um resgate da nossa alma caiçara e de um capítulo fundamental da história do Brasil. Transformar ruínas do ciclo do café em um espaço vivo de educação e arte, com auditório e local adequado para o acervo arqueológico, é um sonho que começa a se concretizar, sempre respeitando cada detalhe deixado por nossos antepassados – ressaltou.

O projeto arquitetônico prevê a recomposição volumétrica do imóvel, e a preservação de fachadas e ruínas originais, enquanto o interior será reconstruído. O novo Polo Cultural contará com auditório moderno com 83 lugares, salão de exposições, áreas para acervo arqueológico e exposições permanentes, espaço multiuso no térreo e um segundo pavimento voltado à realização de cursos e oficinas. Toda a estrutura seguirá as normas de acessibilidade da NBR 9050.

O secretário de Obras e Habitação, Tiago Murilo Scatulino, também enfatizou a relevância da intervenção.

— Preservar as ruínas e recompor o volume original da fachada nos permite resgatar a identidade histórica do imóvel e, ao mesmo tempo, oferecer um novo uso que atenda às necessidades da população. Será um espaço vivo, que une educação, lazer e valorização do nosso acervo arqueológico – destacou.

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