“Quando isso é reconhecido publicamente, o estigma diminui e mais pessoas se sentem autorizadas a buscar ajuda, inclusive nos serviços públicos e privados de saúde. Quando articuladas com políticas públicas, escolas, unidades de saúde e territórios, essas campanhas têm maior potencial de impacto real na redução do estigma e na promoção do cuidado com a vida”, completou.
“Do ponto de vista psicológico, esse período pode ser sensível, mas também oportuno. Em vez de metas irreais, ele pode ser usado para promover reflexões mais gentis sobre limites, desejos e necessidades reais, visto que, mudanças sustentáveis acontecem quando respeitamos o ritmo individual e o contexto de vida de cada um”, pontuou. Ela acrescentou que transformações mais consistentes também dependem de continuidade, apoio social e condições concretas de vida.
“No dia a dia, muitos sinais e queixas passam despercebidos porque são confundidos com estresse ou cansaço normal. Entre os mais comuns estão irritabilidade constante, alterações no sono, cansaço persistente, dificuldade de concentração, isolamento social e perda de interesse por atividades que antes davam prazer. Também é importante atenção as queixas físicas recorrentes, principalmente aquelas sem causa médica aparente”, comentou.