Documentário sobre maternidade estreia em Resende e expõe desigualdade de gênero no país

Filme financiado pela Lei Paulo Gustavo revela sobrecarga do cuidado e reúne relatos de mulheres brasileiras

Por Cyntia Freitas
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RESENDE
A produtora audiovisual Patricia Fassa lança, nesta quinta-feira, dia 11, o documentário “Maternidade Revelada, uma jornada solitária”, obra que investiga a maternidade no Brasil sob a ótica da desigualdade de gênero, da sobrecarga emocional e do trabalho de cuidado. A produção foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público nº 03/2023 – Fomento à Execução de Ações Culturais do Audiovisual, financiado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Prefeitura de Resende e da Fundação Casa da Cultura Macedo Miranda. “Maternidade Revelada” propõe ampliar o debate público e estimular empatia, dando visibilidade às mulheres que sustentam o cuidado quase sempre de maneira solitária. A pré-estreia ocorrerá às 18h30min, no Cine Show, localizado no Resende Shopping. A entrada é gratuita mediante inscrição prévia, disponível em formulário on-line.

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‘Maternidade Revelada’ amplia o debate e dá visibilidade às mulheres que sustentam o cuidado quase sempre sozinhas – Divulgação PMR

O documentário reúne relatos de mulheres de diferentes realidades e entrevistas com especialistas em matrescência, saúde mental, cuidado e desigualdades estruturais, revelando como fatores como raça, classe e território moldam profundamente a experiência materna.

A obra se dedica a desconstruir a romantização da maternidade, expondo temas como solidão, exaustão física e emocional, pressões sociais e ausência de redes de apoio. Em uma narrativa que combina depoimentos e análise crítica, o filme convida o público a refletir sobre o peso invisível do trabalho reprodutivo e a urgência de uma sociedade que reconheça e valorize o cuidado.

Patricia Fassa explica que a obra nasce de uma vivência pessoal e da observação das múltiplas camadas que compõem a realidade das mães brasileiras. “A maternidade sempre foi um tema latente para mim. Vivenciei profundas transformações no corpo, na mente, no trabalho e em todas as minhas relações. Ao ouvir mulheres de diferentes raças, classes sociais e orientações sexuais, encontrei um ponto comum: a sobrecarga do cuidado”, relata. Segundo ela, dados como o de que mulheres dedicam, em média, 61 horas semanais ao trabalho não remunerado foram determinantes para a construção do documentário.

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