PAÍS/SUL FLUMINENSE
A produção e comercialização de rações da empresa Nutratta Nutrição seguem totalmente suspensas por determinação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após a confirmação de que 284 cavalos morreram em diversas regiões do país em decorrência do consumo de ração contaminada. O número atualizado foi divulgado nesta semana, e a suspensão será mantida até que a empresa comprove ter corrigido todas as irregularidades apontadas.
As investigações indicaram que a contaminação ocorreu por falhas no controle da matéria-prima utilizada, que apresentava resíduos de plantas do gênero Crotalaria, conhecidas por conterem substâncias altamente tóxicas aos animais. A ingestão pode causar danos graves ao fígado, além de alterações genéticas.
Na região Sul Fluminense, a crise sanitária também teve forte impacto. Em Volta Redonda, 23 cavalos morreram até o momento, segundo apurações locais. A morte mais recente foi registrada no último sábado, dia 19.
A primeira denúncia chegou ao Ministério da Agricultura em 26 de maio, após a morte de animais em propriedades de São Paulo. Com o avanço das apurações, novos casos surgiram em diferentes estados — todos com histórico de consumo de produtos da Nutratta. Inspeções realizadas na fábrica da empresa identificaram falhas nos processos de produção e no controle de qualidade.
Os lotes contaminados estão sendo recolhidos, e o Mapa aguarda os resultados das análises de outros produtos fabricados. As substâncias encontradas nas rações são proibidas pela legislação brasileira.
A Nutratta Nutrição não respondeu ao pedido de posicionamento até o fechamento desta matéria.