Witzel aparece com 60% e Paes com 40% em pesquisa do Ibope

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RIO

Foi divulgado hoje pelo Ibope o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição para governador no Rio de Janeiro. Foram ouvidos de segunda-feira até hoje, 1.512 eleitores em 43 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Analisando os votos válidos Wilson Witzel (PSC) aparece com 60% e Eduardo Paes (DEM) com 40%. Para o cálculo dos votos válidos são excluídos da amostra os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos. É o mesmo procedimento usado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no segundo turno o candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um.

Dos votos totais – analisando os brancos, nulos e indecisos, Witzel aprece com 51% e Paes com 34%. Branco/nulo são 9% e não sabem 5%.

A rejeição foi apontada ainda dentro da pesquisa. Quarenta e oito por cento dos eleitores ouvidos não votariam de jeito nenhum em Paes e 18% em Witzel.

DEBATE

Foi realizado hoje  um debate entre os candidatos ao Governo do Estado, Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC). O encontro foi promovido pelos jornais O Globo e Extra e pela Revista Época, e contou com apoio do banco digital Modalmais e da Fecomércio-RJ. Ataques marcaram o debate.

Em um dos ataques Paes questionou a posição de Witzel no primeiro bloco com relação ao crime organizado no estado e citou  que ele teria relação com o advogado do traficante Nem da Rochinha, Luiz Carlos Cavalcanti Azenha. Witzel se defendeu dizendo que o advogado foi seu aluno e que não tem relação com ele, tampouco faz parte de sua campanha. Já o candidato do PSC questionou em quem o candidato do DEM votará no segundo turno. Paes disse que está neutro, mas que tem um bom relacionamento com o candidato Jair Bolsonaro (PSL) e seus filhos. “Quem vai governar o Estado do Rio de Janeiro não é o Bolsonaro, nem o Haddad”, disse Paes.

Os candidatos responderam ainda perguntas feitas por jornalistas Paes foi questionado sobre com qual dos candidatos à Presidência da República tem mais afinidade. E mais uma vez apontou Bolsonaro que tem uma agenda importante no campo da segurança pública e que o defendido na área econômica na campanha do PSL se encaixa mais no que pensa. Witzel foi questionado sobre ter ou não preocupação em aumentar a matança no estado ao dizer que ‘bandido de fuzil poderá ser abatido’. Ele disse que o programa de segurança público é muito mais amplo do que o enfrentamento. Witzel declarou que tem prioridade de fazer investigação de lavagem de dinheiro e asfixiar o tráfico de drogas. Falou sobre a contratação de novos policiais a partir de 2019.

O desemprego foi outra área mencionada no debate. Paes disse que o Rio foi o estado que mais sentiu os efeitos da crise. Afirmou que a Petrobras e a retomada do Comperj terão papel fundamental na questão da empregabilidade, assim como a melhoria na segurança pública que trará investimento e emprego para o estado.

Já Witzel destacou que a construção civil é uma das áreas que mais geram emprego.  Ele citou o caso de camelôs que ficaram desempregados com o fim das obras das Olimpíadas e disse que vai retomar o investimento no estado com credibilidade e infraestrutura, trazendo credibilidade às empresas que vão se instalar no estado, gerando emprego e renda.

Na educação o candidato do PSC disse que não vai privatizar a Faetec, porém a instituição de ensino será beneficiada com aumento da receita. Eduardo Paes afirma que o projeto do governo do Ceará deve ser copiado no Rio: um apoio das prefeituras para atuação na educação infantil e Ensino Fundamental.

 

 

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