Palácio Barão de Guapy será reformado

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Objetivo da obra é reaproximar o Palácio de sua referência original – Ilustração

BARRA MANSA

Está marcado para hoje, às 19 horas, no Palácio Barão de Guapy o lançamento da obra de implantação do Corredor Cultural – Integração dos Espaços Públicos entre o Palácio Barão de Guapy e o Parque Centenário. O palácio já foi sede da prefeitura e da Câmara de Vereadores. É um dos maiores monumentos históricos da cidade e não passava por uma reforma significativa desde a década de 80.

Será criada uma cápsula do tempo, um recipiente especialmente preparado para armazenar objetivos e informações com o objetivo de deixar registros para as gerações futuras. Documentos, flâmulas, cartas, moedas cunhadas em 2017, além de notícias do dia dos jornais impressos estarão nessa cápsula que será aberta daqui a 15 anos, em 2032.

Para o prefeito Rodrigo Drable, esse é um momento único para Barra Mansa. “Mais um presente pra cidade! O Palácio Barão de Guapy há anos merece esse cuidado, e será totalmente recuperado. O coração da cidade voltará a bater. Como consequencia a Beira-Rio, atrás da Câmara Municipal, também receberá intervenções se constituindo numa área para eventos e gastronomia, com contemplação do Rio Paraíba. As obras começarão na próxima semana”, afirmou.

O projeto de arquitetura do Palácio Varão de Guapy foi retomado em fevereiro deste ano pela Fundação Cultura Barra Mansa. O presidente Marcelo Bravo disse que todas as orientações e exigências feitas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) foram cumpridas. Lembrou que o secretário Estadual de Cultura, André Lazaroni, teve papel fundamental na condução do projeto junto ao instituto, visando sua aprovação final que aconteceu no dia 17 de maio deste ano.

Bravo, afirma que a referência para a criação de um novo projeto foi inspirada no Parque Centenário. “Tivemos como referência o formato dos canteiros do Parque Centenário, cujo paisagismo original do século XIX possui assinatura de Auguste François Marie Glaziou. O novo projeto, os canteiros com silhuetas orgânicas e arredondadas, constituem-se em arquibancadas naturais para a contemplação do prédio e de espetáculos de teatro, música e cultura popular que ali terão acolhida certa”, mencionou o presidente da fundação.

A respeito da cápsula do tempo que será criada, Marcelo Bravo disse que a principal mensagem que querem passar com isso é para o cuidado com o palácio. “Ele tem 150 anos e pelos registros que temos, passar por uma grande obra a cada 20 anos. Percebemos que nesse tempo ele depreciou muito, de uma forma que o deixou em ruínas. Queremos deixar uma mensagem para Barra Mansa que se o palácio não tiver sofrido pintura, recuperação em 15 anos é porque está na hora. Vinte anos é mais do que o prédio aguenta”, explicou.

OBRA

O arquiteto Alexandre S. Carneiro disse que a fachada do Palácio Barão de Guapy passará por reforma, onde suas características serão mantidas e suas cores originais serão recuperadas. Além disso, receberá uma iluminação para valorizar ainda mais o partido arquitetônico existente.

O projeto partiu de um convênio entre a Prefeitura de Barra Mansa e o Ministério das Cidades firmado em 2015, por meio de emenda parlamentar da deputada federal Jandira Feghali. O valor inicial estimado era R$ 1.462.926,21. A Penaplan Construtora arrematou a obra por um total de R$ 1.082.301,46. O saldo final representa uma economia de R$ 380.624,75. O prazo contratual para término da obra é de 12 meses.

O prédio e a praça sofreram grandes modificações. Foi ampliado nas laterais, fazendo com que as praças do entorno fossem reduzidas e descaracterizadas. A instalação de uma academia com aparelhos inoxidáveis em 2014 foi uma das maiores e mais impactantes modificações. Contudo, o objetivo é reaproximar o Palácio de sua referência original, que remetia a um tapete de vegetações nobres, conduzindo os visitantes de forma a se aproximarem do prédio. Jardins e canteiros em formas geométricas ornavam a silhueta urbana daquele território no mais clássico formato de paisagismo existente à época.

As intervenções mais significativas no prédio datam da década de 80. O prédio teve sua construção iniciada no ano de 1857, na administração do Comandante Lucas Antônio Monteiro de Barros, e concluída em 1865, na gestão do Comendador Joaquim José Ferraz de Oliveira, o Barão de Guapy. Foi tombado em 1979 pelo Inepac.

 

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