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Vida Real x Vida Virtual: Como está a paquera em tempo de redes sociais?

Denise e Elton se conheceram num aplicativo de paquera e estão namorando desde então - Foto: Divulgação

Vida Real x Vida Virtual: Como está a paquera em tempo de redes sociais?

Quem ainda não tem perfil em uma das redes sociais, que atire a primeira pedra! Considere nessa categoria o Facebook, Twitter, Foursquare, Instagram, Tinder e até mesmo o profissional LinkedIn. Notou? Elas já estão inseridas no nosso dia a dia de tal forma que nem percebemos mais.

Mundo precisa de mais amor real e menos abraços virtuais – Foto: Divulgação

Mas e a paquera? Como será em tempos tão modernos? Alguns acreditam que só de olhar o perfil de uma pessoa na internet já sabem tudo sobre ela: hobbies, gostos pessoais, profissão e grau de escolaridade, o que tem modificado inclusive as formas como ocorrem os encontros.

Por outro lado, essas redes também são culpadas por términos: um em cada três divórcios nos Estados Unidos em 2012 citaram a palavra ‘Facebook’, por exemplo, segundo o Wall Street Journal. E mesmo superar um término se torna mais difícil, é muito simples ‘fuçar’ como anda a vida do seu ex, saber se ele já superou a relação, e normalmente sofrer com todos os posts que reforçaram a alegria que ele sente.

Um exemplo de que pode dar certo é o namoro da engenheira de Produção Denise Freitas do Vale e o advogado Elton Carvalho. Ela, depois de ouvir alguns casos amorosos de sucesso, resolveu baixar o Tinder. “Um primo conheceu a namorada no aplicativo e deu super certo. Resolvi experimentar e também obtive sucesso. Vi a foto do Elton, nos curtimos, começamos a conversar e percebemos afinidades, depois de um tempo, trocamos telefones e continuou a conversa através do WhatsApp. Depois de uns 20 dias de conversa, decidimos nos encontrar, um mês depois do primeiro encontro, veio o pedido de namoro”, relembra Denise, o casal, em breve, completa oito meses de relacionamento.

Denise aponta um fator muito importante para se marcar um encontro como esse. “É bom ter a certeza de que é uma boa pessoa, com boas intenções. Quando tive essa certeza, resolvi marcar o encontro, num local público. Pode ser perigoso, é necessário ter cautela’, destaca.

A estudante Paula Soares, coleciona histórias de redes sociais. “Estou há um ano no Tinder, já estive no Happn. Já fui em cada encontro que eram verdadeiras furadas, mas claro, sempre marco em lugares movimentados como bares, restaurante ou um shopping e sempre deixo alguém de sobreaviso. A pessoas se mostra uma coisa na internet, e pessoalmente é outra. Mas eu não desisto, ainda vou me dar bem”, destaca.

A psicóloga Betânia Mangelli ressalta que hoje em dia com várias opções de aplicativos para relacionamento muitas pessoas tem se beneficiado com isso. “O tímido leva vantagem, já que online pode se soltar, o que é difícil pessoalmente. Na rede social, ele cria coragem. Outro ponto positivo é ajudar a pessoas de gostos parecidos, como a vida corrida não nos permite frequentar sempre algum lugar, ali no aplicativo isso pode ser feito”, citou, explicando que na rede social pode se delimitar certas informações, o que diminui a possibilidade de dar errado.

A desvantagem de se paquerar pelo aplicativo é a frustração que pode ser ocasionada. “Nem tudo o é colocado na rede social pode ser verdadeiro, o que é postado é para chamar atenção. É preciso ter cautela, pois o perfil pode ser apenas uma isca, pode ser perigoso”, pondera Mangelli.

Outra coisa comum, em relacionamentos já estabelecidos, é o perfil em conjunto. “O casal decide em comum acordo se cada um mantém sua rede social ou se faz uma em conjunto. Para uns é uma questão de facilidades, mas é bom ressaltar que o que funciona para um, não pode funcionar para o outro, a individualidade é saudável”, aponta.

‘Curtir’ e ‘amar’ são algumas opções de interação do Facebook. O que é um simples botão pode gerar grandes conflitos. “O ciumento pode sofrer ainda mais com a rede social visto o número de pessoas em contato com o seu parceiro, são ‘adversários’ imaginários que o outro cria. Senhas também geram algum tipo de complito. É necessário entender para que o parceiro queira a senha, talvez pela praticidade, por trabalhar junto. Se o objetivo for ter a senha para bisbilhotar isso não é saudável, já mostra o ciúme. Simbiose eternamente não existe, não tem como misturar. Cada um é um, e é necessário respeitar o outro e seu espaço. Não quer dizer que exista uma traição”.

Outro dado apontado por ela é a ostentação mostrada nas redes, que pode gerar complitos entre o casal. “As pessoas querem mostrar as coisas boas da vida. Ninguém posta sobre problemas, apenas o que se faz, come ou compra de melhor e divulgam. Isso frustra aquele parceiro de autoestima baixa, visto que ele queria aquela vida que está sendo retratada. Outra coisa que não pode acontecer, é o parceiro esquecer do outro. É comum, ver em restaurantes, cada casal com o seu celular, se divertindo e interagindo virtualmente, e não aproveita o momento com a pessoa ao lado. Isso é desgastante, pois a falta de diálogo leva ao fim do relacionamento.

O lindo mundo chamado internet

Cada vez mais a figura das mídias sociais está ligada ao telefone celular, afinal hoje ele é um computador portátil. E isso está criando um novo problema virtual na vida real: a pessoa que fica imersa na telinha enquanto o mundo passa lá fora.

É lá que os inimigos viram amigos, que os desconhecidos e anônimos frequentam sua vida, onde todos prestam mais atenção na vida dos outros do que na própria. Com as redes sociais, os pobres de espírito da vida real passam a ser os cínicos em grande escala do mundo virtual. É simples. Vão descendo a barra de rolagem, amando as postagens e fazendo os comentários mais encantadores. É mais fácil do que ligar ou visitar cada um.

Se o amor das redes sociais fosse o amor do mundo. Com tantas curtidas, corações e carinhas felizes, o mundo seria um lugar de paz, se honestidade nos sentimentos não fosse fundamental. Sem falar nos casamentos que já foram para o brejo, mas que um ou os dois cônjuges insistem em declarar um amor que não existe mais.

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