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Sedentarismo se torna o quarto maior fator de risco de mortalidade

Ideal da prática de exercícios seria de quatro a cinco vezes por semana de 40 a 50 minutos por dia//Divulgação

Sedentarismo se torna o quarto maior fator de risco de mortalidade

SUL FLUMINENSE

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o sedentarismo aumenta no mundo e já é responsável pelo quarto maior fator de risco de mortalidade.  Os dados ainda mostram que a ausência de uma disciplina de atividades físicas como causa de morte só perde para as doenças relacionadas ao aumento da pressão arterial, ao fumo e à glicemia elevada. Estudos mostram que várias doenças são atribuídas à falta de exercícios físicos regulares. No Brasil, metade da população não pratica nada, segundo a pesquisa.

De acordo com os estudos, o sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como por 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas e desenvolvimento da hérnia de disco e dores nas costas. Para a OMS, é fundamental alertar as populações sobre os benefícios dos exercícios físicos regulares.

De acordo com a instrutora e personal trainer Michely Souza, sedentarismo é a falta de atividade física regular, inferior a 150 minutos, que não aumenta o gasto calórico energético acima do nível de repouso. “O sedentarismo é o principal responsável pela morte por infarto. A falta de atividade física é um fator de risco para o coração quanto à hipertensão, diabetes, colesterol ou obesidade”, destaca.

A profissional destaca que há meios de se combater o sedentarismo. “Alterar alguns hábitos no estilo de vida dedicando algum tempo a prática de atividade física como musculação, caminhada, corrida, ou esportes ao ar livre. É importante que a pessoa sinta prazer em se exercitar”, avalia, acrescentando que o ideal da prática de exercícios seria de quatro a cinco vezes por semana de 40 a 50 minutos por dia.

Já o profissional em Educação Física, Fabrício Estevão, destaca que a atividade física pode ser iniciada nos primeiros anos de vida, mas respeitando a faixa etária. “Não existe uma idade para começar a atividade física, já se tem natação para bebês, tudo é adequado para cada individuo. A partir dos seis anos pode se incluir atividades com duração de até 60 minutos”, citou.

EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

Um exemplo de superação e força de vontade é o químico Rodrigo Moraes, de uma criança ativa, ao adolescente obeso, hoje é exemplo de determinação. “Era uma criança magra e depois dos seis anos comecei a ganhar peso gradativamente. Aos 17 anos eu pesava 133 quilos cursando o Ensino Médio. Não sofria preconceito dos outros garotos, até porque nunca fui intimidado pelo meu peso. Porém, com o passar dos anos, já não conseguia mais fazer coisas do dia a dia, como passar em uma roleta de ônibus e amarrar os meus tênis. O grande diferencial aconteceu quando entrei na faculdade. Minha rotina era estudar, comer e dormir. Antes de fazer uma viagem a Fortaleza me pesei, e estava com 168 quilos, ali eu decidi mudar de vida”, relembra Rodrigo que tem 31 anos.

Em 2015 veio a grande mudança. Rodrigo retornou da viagem, procurou uma nutricionista e iniciou a dieta. Após um tempo, começou com uma simples caminhada diária de 30 minutos. “Em quatro meses perdi 33 quilos, mas comecei a perder massa magra, então a nutricionista indicou que eu começasse a malhar. Em todo o processo cheguei a eliminar 70 quilos, hoje peso 107 quilos e tenho 19% de gordura corporal. E estou em busca de novos avanços, hoje, consigo correr sete quilômetros, coisa que nem sonhava em fazer. Tenho maior disposição e durmo muito melhor. A vida esta bem melhor. Tomei esta decisão pensando em problemas futuros”, destaca o químico.

Rodrigo Moraes, de uma criança ativa, ao adolescente obeso, hoje é exemplo de determinação – Foto: Divulgação

Alguns fatores impedem a prática de atividade física

As pesquisas foram feitas com três grupos distintos: crianças e adolescentes com idade de 5 a 17 anos, jovens e adultos com idade de 18 a 64 anos e homens e mulheres com mais de 65 anos.

Entre os adolescentes (11-17 anos), quatro em cada cinco são sedentários. Nos adultos, o sedentarismo está presente em 23% dos indivíduos; já nos mais jovens, esse índice é de 81%.

No caso da criança, o mundo atual tem oferecido uma série de opções que facilitam e, consequentemente, agravam a ‘não procura’ por atividade física. São elas: alimentos industrializados, fast-foods, videogames, computadores etc. Tudo isso predispõe também à prevalência da obesidade infantil.

Para os jovens, alguns fatores também contribuem, como: falta de tempo e motivação, apoio insuficiente e falta de orientação dos adultos, sentimentos de vergonha ou incapacidade, falta de locais seguros e atrativos e a simples ausência de conhecimento das vantagens e benefícios de ser ativo.

Nas mulheres, entre as primeiras cinco barreiras para a prática da atividade física, foram citadas a falta de companhia; a falta de interesse (mais comum nas mulheres de 65 a 74 anos); a fadiga; problemas de saúde; e a artrite. Em mulheres maiores de 75 anos de idade, problemas de saúde e funcionais, como medo às quedas, por exemplo, foram as principais barreiras mencionadas.

Dicas e recomendações de atividades físicas

Crianças e esporte

As crianças precisam brincar, experimentar atividades diferentes e, possivelmente, se apaixonar por alguma coisa esportiva, despertando para uma vida mais saudável através das atividades, do esporte e do lazer. Deve ser hábito cotidiano. Quem foi sedentário na infância e/ou na adolescência costuma trazer para a maturidade heranças da inatividade. Correr, nadar, jogar futebol, vôlei, basquete, entre outros, estão entre as atividades mais recomendadas.

Adolescentes e jovens

Para os adolescentes, a recomendação de atividades físicas é maior que para os adultos. Para se ter uma boa saúde, é necessário e importante que se realize aproximadamente 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa. A prática de atividades físicas na adolescência diminui o risco de câncer de mama, fraturas ósseas, hipertensão arterial e altos índices de gordura corporal na fase adulta, além de contribuir também para aptidão cardiorrespiratória. A autoestima diminui os níveis de stress do adolescente. Correr, surfar, jogar futebol e nadar devem ser atividades muito estimuladas nessa faixa etária.

Adultos

Realizar pelo menos 30 minutos de atividade física moderada por dia, na maior parte dos dias, de forma contínua ou acumulada é fundamental. Os adultos devem ainda realizar atividades que mantenham ou aumentem a força muscular e a resistência em pelo menos dois dias da semana. Uma corrida diária, ou caminhadas mais rápidas podem render anos de vida saudável.

Idosos

A força muscular sofre uma diminuição de aproximadamente 18 a 20% após os 65 anos. A flexibilidade diminui em torno de 20% entre os 25 e 65 anos. Com o decorrer da idade, a elasticidade e estabilidade dos músculos, tendões e ligamentos se deterioram, e a massa muscular diminui em proporção ao corpo, o que leva a redução da força muscular. Nessa etapa da vida, manter-se ativo é fundamental e deve-se realizar protocolos leves, porém que aumentem o fortalecimento dos músculos e da coluna.

Falta de atividade física é responsável por 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como por 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas – Foto: Divulgação

 

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