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Samuquinha e Maycon Abrantes desistem da corrida eleitoral

Anúncio foi feito em coletiva convocada pelo prefeito Samuca Silva; justificativa foi a necessidade deles se dedicarem à administração municipal - Foto: Fábio Guimas

Samuquinha e Maycon Abrantes desistem da corrida eleitoral

VOLTA REDONDA
O vice-prefeito Maycon Abrantes e o assessor especial do prefeito Samuca Silva, Fernando Garcia, o Samuquinha, ambos do Solidariedade, não disputarão mais a eleição deste ano. O anúncio aconteceu na tarde desta quinta-feira, dia 12, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em entrevista coletiva convocada pelo prefeito Samuca Silva (Podemos). Maycon e Samuquinha eram, respectivamente, pré-candidatos a deputado federal e estadual.
A justificativa para a desistência foi que o trio acredita que é preciso se dedicar à administração municipal e que campanhas dessa magnitude precisariam de um esforço e dedicação de todos.

Samuca deu início à coletiva afirmando que a decisão foi tomada de forma conjunta e destacou que os aliados percorreram muitas cidades do estado, mas que a necessidade de Volta Redonda falou mais alto.

“Nós pensamos nas pessoas, no bem social e nesse momento em que Volta Redonda precisa dessa união. Não foi uma questão de ganhar ou perder uma eleição, porque isso faz parte, mas essa questão da dedicação foi decisiva. Eu precisaria estar com eles durante a campanha; e se fosse para escolher entre trabalhar na prefeitura e estar em campanha, digo de forma bem transparente: escolheria trabalhar na prefeitura. A candidatura deles não representava um projeto de poder. Foi tudo uma questão de prioridade e eu tenho um compromisso enorme com Volta Redonda”, garantiu Samuca, que disse estar constantemente em viagens em busca de investimentos para o município.

Na mesma linha do prefeito, Maycon frisou que percorreu várias cidades, se encontrou com lideranças políticas que demonstraram confiança e esperança no trabalho de Samuca. “A mudança de nosso país começa pela nossa cidade. Depois de muito andar, conversar com muitas lideranças e nós vimos o quanto há de confiança no nome do Samuca e na esperança que ele traz. As pessoas estavam recebendo muito bem também o nosso nome, mas uma campanha requer muita dedicação e agora é o momento de que a gente tem que se unir. É um passo para trás para reverter isso ali na frente”, afirmou Maycon, completando: “O problema que o Brasil, não só Volta Redonda enfrenta, é a falta de empregos e estamos saindo na frente. Tem a chegada do (shopping) Park Sul, a vinda da empresa de call-center, indústrias vindo. Esse é o legado que nós queremos deixar”.

CORRIDA ELEITORAL E APOIO
Com a desistência das candidaturas, Samuquinha e Maycon retornam ao governo, no entanto a volta não será imediata. Antes de se lançarem como pré-candidatos, o primeiro era assessor especial do prefeito, enquanto o segundo atuava como secretário da Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac). De acordo com Samuca, o local para aonde serão realocados será estudado, assim como o apoio a outros nomes na corrida eleitoral deste ano. “Vamos avaliar como cada um deles pode render mais, mas é algo que vamos decidir somente depois do aniversário da cidade. Tudo será decidido com muito diálogo. Sobre o apoio do prefeito a algum candidato, vamos escolher uma pessoa que ame, de verdade, Volta Redonda”, afirmou, tentando evitar citar nomes, mas descartando a prática de colocar a “máquina pública” para trabalhar a favor de algum candidato.

Durante a entrevista, alguns jornalistas citaram nomes da ex-secretária de Saúde, Márcia Cury, que atuou no governo Samuca; o do ex-deputado federal, Jorge de Oliveira, o Zoinho; e do presidente municipal do partido de Samuca, Rogério Loureiro, no entanto ele foi cauteloso e foi enfático ao dizer que até o momento não há apoio a nenhum deles.

RELAÇÃO COM O PARTIDO
Fato curioso e que chamou a atenção dos profissionais de imprensa, foi o fato de que o prefeito Samuca ser filiado ao Podemos, mas que seus aliados políticos serem vinculados ao Solidariedade. Questionado sobre uma possível saída do Podemos, Samuca desconversou, mas mostrou desconforto principalmente com a relação com o pré-candidato a governo do estado, o senador Romário. “O Podemos hoje é uma sigla, não um partido. Depois da eleição, teremos que ver mudanças. Até lá, estou aberto ao diálogo. Não tem nenhuma divergência entre Samuca e Romário. Se ele quiser vir a Volta Redonda será muito bem-vindo”, falou o prefeito, que informou que só não esteve com Romário e o presidente do partido Rogério Loureiro por incompatibilidade de agenda, já que foi convidado pelo empresário.

Samuca ainda frisou que defende a candidatura do senador Álvaro Dias a presidência do país. “O Álvaro é meu amigo. Sempre digo que ele é o salvador do Brasil. É um homem de 72 anos, que já foi deputado, governador, senador. Ele está em uma situação muito parecida com a nossa. Cinco por cento das intenções de voto; menor rejeição e é o menos conhecido entre os candidatos. Isso é fogo em mato seco, é algo que pode crescer e eu acredito que ele será o próximo presidente da República”, disse Samuca.

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