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Resende enfrenta o America nesta quarta-feira pelo Grupo X

O Resende empatou em 1 a 1 com o Goytacaz, no dia 3 - Fotos: Divulgação Ferj

Resende enfrenta o America nesta quarta-feira pelo Grupo X

RESENDE

O Resende Futebol Clube perdeu a liderança do Grupo X para o America, na rodada do fim de semana. No sábado, dia 3, o Gigante do Vale empatou com o Goytacaz em 1 a 1, no Estádio do Trabalhador. Com o resultado, o Alvinegro caiu para a vice-liderança do quadrangular decisivo que indicará as duas equipes rebaixadas para a Série B de 2018. Na mesma rodada, o America venceu o Bonsucesso por 3 a 1, e assumiu a liderança do grupo.

No Grupo X, Resende, America, Bonsucesso e Goytacaz se enfrentam em partidas de ida e volta. Ao final de seis jogos, os dois últimos classificados caem para a Série B, enquanto os dois primeiros aguardarão a próxima seletiva do estadual, no fim deste ano, visando o acesso para a fase principal da Série A do Carioca de 2019.

Com o fim dos jogos de ida, após três, do total de seis rodadas, a classificação do Grupo X é a seguinte: América (6), Resende (5), Bonsucesso (2) e Goytacaz (2). Em virtude do carnaval, a quarta rodada que aconteceria no sábado, dia 10, acontece nesta quarta-feira, dia 7: Resende x America, no Giulite Coutinho, em Mesquita; Goytacaz x Bonsucesso, em Moça Bonita, no Rio. A única partida do Carioca no fim de semana de carnaval será a semifinal da Taça Guanabara, Flamengo x Botafogo, às 16h30min – em local ainda não definido.

EMPATE

O Resende obteve o segundo empate consecutivo, pois na rodada anterior já havia empatado com o Bonsucesso em 1 a 1, fora de casa, e repetiu o placar diante do Goytacaz, no Estádio do Trabalhador. Faltam três rodadas para que os indicados à seletiva do estadual de 2019 sejam indicados, assim como os dois rebaixados que já disputarão a Série B neste ano.

No sábado, o jogo teve 125 expectadores (90 pagantes) e renda de R$ 2.060. Os cerca de 130 torcedores viram o placar da partida ser aberto pelos visitantes, com gol contra de Murilo. Aos 24 minutos do primeiro tempo, o Goytacaz atacava pelo meio-campo, Gabriel Galhardo bateu cruzado para a meta de Arthur, mas a bola acertou Murilo Ceará, que tentou cortar e acabou marcando contra, fazendo 1 a 0 para o Goytacaz.
O Resende foi para cima e empatou, ainda no primeiro tempo. O lateral Muriel fez cruzamento para dentro da área, o goleiro Paulo Henrique tentou segurar, mas a bola passou por entre suas pernas. O meia Pingo, que estava na área apenas completou o lance tocando a bola para o fundo das redes do Goytacaz, aos 42 minutos: 1 a 1. Na etapa final o Resende seguiu pressionando com Wagner Carioca e Thiago Salles, mas o time não fez o segundo gol, já o Goytacaz se retrancou e levou ao menos um ponto como visitante.

O goleiro Arthur e o gestor Alberto Macedo acompanharam a audiência no TJD

TJD julga times e pune dirigente por confusão na Seletiva

A partida Goytacaz 2 x1 Resende, pela quarta rodada da fase seletiva do Campeonato Carioca, dia 10 de janeiro, acabou com uma confusão e três expulsões. Na sexta-feira, dia 2, a Quarta Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) julgou o goleiro Arthur Barroso, o zagueiro Marcelo Costa e o supervisor Leandro Lugão, todos da equipe do Resende. Os clubes, Resende e Goytacaz, também responderam por infrações. Arthur acabou absolvido, assim como os clubes Goytacaz e Resende. Marcelo foi advertido e Leandro Lugão multado em R$ 500 mais suspensão de quatro partidas.

A partida realizada no Estádio Ary de Oliveira, em Campos, ocorria normalmente quando, aos 45 minutos do segundo tempo, houve um choque entre um jogador do Goytacaz e o lateral do Resende. Arthur saiu do gol e reclamou da não marcação da falta. Ao constatar que o companheiro seria atendido fora do campo, o goleiro voltou a protestar e acabou expulso com cartão vermelho direto. Segundo a súmula, o atleta criticou a arbitragem com palavras duras. “Aconteceu um lance onde meu lateral-direito foi atingido. Eu questionei o assistente, que estava próximo, se ele teria visto e ele disse que não foi atingido. Meu lateral levantou com um corte no nariz e o assistente disse que ele abaixou a cabeça, em vez do outro ter levantado demais o pé. Voltei ao gol, aí ele pediu a retirada do lateral por causa de um sangramento, foi quando questionei o fato do nosso jogador ter sido atingido e o clube ainda ser punido pela ausência dele. Nesse momento o árbitro mandou eu voltar para o gol senão ia me expulsar. Eu perguntei por qual motivo ele me expulsaria e ele já veio com o cartão vermelho”, contou Arthur em depoimento no TJD.

Com a saída do goleiro, o zagueiro Marcelo Costa foi em direção ao árbitro, proferiu palavras duras e também recebeu o vermelho direto. Adentrando o campo, Leandro Lugão, supervisor do Resende, reclamou acintosamente com o árbitro e foi retirado pelo policiamento. A Quarta Comissão também ouviu os depoimentos do árbitro Elton Azevedo e do auxiliar Gabriel Seraine. Enquanto o assistente apenas relatou o ocorrido, Elton alegou que já havia orientado Arthur a não retardar a partida. Já para Arthur, a situação foi outra. Ele disse ter sido ameaçado pelo árbitro, fato que até então nunca tinha vivenciado na profissão. “Eu fico até constrangido em dizer isso, porque nunca passei por uma situação assim na minha carreira, mas no primeiro tempo eu precisei de atendimento médico e o árbitro questionou se eu iria querer mesmo, porque ele iria acrescentar três minutos a cada vez que eu caísse. Me senti ameaçado”, revelou o goleiro.

O camisa 1 do Resende foi denunciado no artigo 258 do CBJD, que fala em “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva”. Os auditores entenderam que as reclamações foram legítimas e as palavras proferidas passíveis apenas de um cartão amarelo. Desta forma, absolveram Arthur por unanimidade de votos. Marcelo acabou incurso no artigo 243-F § 1º do CBJD, “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto. § 1º Se a ação for praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, contra árbitros, assistentes ou demais membros de equipe de arbitragem, a pena mínima será de suspensão por quatro partidas”. Também com consenso entre os auditores, o atleta pegou uma partida convertida em advertência quanto à desclassificação para o artigo 258.

Para o supervisor Leandro Lugão a decisão não foi favorável. Lugão foi apenado em dois jogos pelo artigo 258-B e em quatro no artigo 243-F § 1º com multa de R$ 500. Na forma do artigo 183, a pena maior absorveu a menor.

 

OBJETOS NO CAMPO

A súmula da partida do dia 10 também diz que uma lata de cerveja foi atirada da torcida do Goytacaz, acertando o braço do auxiliar Gabriel Seraine, mas o árbitro alegou não ter visto o lance. O delegado, Luiz de Oliveira Nery Filho, afirmou que também não presenciou a agressão ao assistente, mas que foi atingido por copos com a mesma bebida. Os infratores não foram identificados.

Após o término da partida, toda a comissão técnica do Resende entrou no campo para protestar contra a arbitragem, sendo contida imediatamente pelo policiamento. Atletas teriam tentado agredir o delegado da partida dando um tapa no celular usado para filmar os fatos, mas também não foi possível identificar os envolvidos.

Os depoimentos das testemunhas da Procuradoria, árbitro, auxiliar e delegado, foram confusos e desencontrados. Os auditores acabaram absolvendo os clubes por entenderem que não houve invasão e por não ter ficado claro o arremesso de objetos.

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