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Procura por serviços de manutenção cresceu 20% nos últimos anos em Barra Mansa

Celulares ganharam o status de ‘patrimônio’ e possuem cuidados especiais - Foto: Fábio Guimas

Procura por serviços de manutenção cresceu 20% nos últimos anos em Barra Mansa

Em uma época em que ‘economizar’ é palavra de ordem, a busca por consertos em geral tem crescido. Uma dessas áreas é a da tecnologia.  Segundo pesquisa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a procura por esse tipo de serviço aumentou quase 50% entre 2016 e 2017. No mesmo período, as vendas de celulares caíram 14%, o que aponta que os usuários têm optado pelo conserto ao invés da troca de aparelhos. A tendência foi sentida por comerciantes de Barra Mansa. Eles destacaram que a procura por serviços de manutenção cresceu até 20% nos últimos anos.

O técnico em manutenção de celulares, Felipe Medeiros, disse que a maioria dos problemas que afeta os smartphones tem uma solução e que, percebendo isso, os usuários têm preferido o conserto ao invés de trocarem os aparelhos como ocorria antigamente. “Às vezes é mais vantajoso a pessoa fazer o conserto do que comprar um novo (celular), já que os valores dos aparelhos hoje são bem mais altos. A pessoa vê o celular como um patrimônio mesmo. Hoje o cliente já chega aqui dizendo que não pode ficar sem celular. É pelo trabalho, a comunicação com os filhos”, enumerou Felipe, destacando que as trocas de telas quebradas e baterias são os reparos mais procurados.

Dados da Anatel apontam que até março de 2018 eram 235,8 milhões linhas móveis no Brasil, número que comprova ainda mais a demanda do setor.

O técnico em manutenção de celulares, Paulo Victor Souza, explicou que os consertos como a troca de tela, por exemplo, giram em torno de R$ 400, em média, o que dependendo pode ser uma opção mais econômica do que adquirir um novo aparelho. “O que mais fazemos na loja é a troca de tela quebrada, bateria. Mas tudo depende do valor do aparelho e do próprio conserto”, alertou.

Atento aos gastos, o músico Vitor Hugo Leite de Freitas, contou que sofreu com problemas no celular há algum tempo e pensando em economizar optou pelo conserto do aparelho. “Já gastei uns R$ 600 com o conserto do celular. Queria até comprar um novo, mas o gasto seria muito maior então optei pelo conserto”, disse Vitor, informando que utiliza o smartphone para contatos profissionais.

O estudante Bruno Henrique adquiriu há cerca de um ano um aparelho considerado intermediário. O valor de compra girou em torno de R$ 1,5 mil e, seis meses depois de adquirir o aparelho, precisou investir na manutenção. “O celular hoje é bem caro para poder ficar trocando como antes. Ele estava praticamente novo, só que eu acabei deixando cair e estragou a tela. Tive que gastar, mas é um investimento que preferi fazer para salvar o aparelho do que comprar um novo”, aponta.

Tradição ao longo dos anos

O dono de uma loja de consertos em geral, Rômulo Gonçalves Medeiros, destaca que o estabelecimento é tradição quando se fala em consertos em bolsas e calçados em geral. “São mais de 40 anos nesse ramo, a loja começou com o meu pai Sr. Onofre Lobo Medeiros, que ainda trabalha de vez em quando, e continua com os três irmãos. Por conta da qualidade do serviço prestado e pela qualidade do objeto comprado ainda compensa consertar, é economia”, comenta, explicando que na loja conserta se zíper, bolsas, calçados, mochilas, malas de viagem.

O movimento, de acordo com ele, é frequente. “Todos os dias há clientes e existe algo para ser consertado, dependendo da economia, da época é comum que as pessoas comprem mais e não consertem determinada peça”, citou.

O aposentado Lauro Mesquita estava na loja para o conserto de um cinto. “Sempre venho até aqui, o serviço é bom e não compensa comprar algo novo se dá para arrumar. Sou de uma época em que se usavam as coisas até o seu fim, hoje em dia é só estragar que já compram uma coisa nova, é desperdício”, reflete.

Outro ramo procurado é o conserto de panelas. De acordo com o sócio de uma loja especializada no setor, Antônio Alves da Silva, o movimento é grande durante todo o ano. “Posso dizer que é basicamente um empate, entre conserto de panelas antigas e compra de novas. Muitos fatores influenciam para compra ou para o conserto, como valores, apego emocional”, diz.

 

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