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Ordem de despejo do Hospital Vita preocupa entidades e vereadores de Volta Redonda

 Despejo do Hospital Vita causa preocupação - Tania Cruz

Ordem de despejo do Hospital Vita preocupa entidades e vereadores de Volta Redonda

A ordem judicial de despejo do Hospital Vita, localizado no bairro Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, ocorrida no final da última semana, já é motivo de preocupação. Entidades sindicais, sociais e outras, como alguns vereadores temem que, com a desocupação do prédio do Vita, que pertence à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), o desemprego tende aumentar no município. Para a Companhia, a determinação, por falta de pagamento de aluguel, já foi dada pelo juiz da 4ª Vara Cível do município, Roberto Henrique dos Reis, e terá de ser cumprida no prazo de 20 dias. Já para o Grupo Vita, o caso, que ainda está “sub júdice”, será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Vale lembrar que, o Hospital Vita conta com 500 funcionários e com o despejo, essas pessoas poderão perder seus empregos, o que irá aumentar ainda mais o índice de desemprego na cidade. Para a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, a decisão judicial a favor da CSN, preocupa. Por isso, na manhã de ontem se reuniu com a direção da empresa para discutir o risco que os usuários, a maioria metalúrgicos, e suas famílias terão de perda na qualidade dos serviços. A empresa assumiu o compromisso de que os usuários dos serviços não serão prejudicados. Ou seja, o padrão de atendimento será preservado.

OUTRA PREOCUPAÇÃO

A outra preocupação do presidente do Sindicato, Silvio campos, mesmo sem pertencer a sua base de trabalhadores, foi com os funcionários do hospital. Segundo o sindicalista, sabe-se que a atual administração emprega em torno de 500 funcionários no hospital, que, a partir de agora, correm o risco de perder seus empregos, o que causaria um grande impacto na cidade. “A solicitação pela preservação dos empregos foi muito bem aceita pela direção da CSN, que se comprometeu em recomendar que os funcionários sejam absorvidos pela nova unidade, na transferência de gestão”, declarou.

Para a diretoria do Sindicato do Funcionalismo Público do Município de Volta Redonda (SFPMVR), a área da Saúde em Volta Redonda já está abalada e com mais essa notícia, tende a piorar. “Há de se considerar dois fatos. O primeiro é que, apesar do Sindicato do Funcionalismo representar e defender os interesses dos servidores municipais, se preocupa, pois a desativação do hospital trará enormes prejuízos no aspecto de atendimento saúde. A outra situação diz respeito ao desemprego eu pode ser criado em  Volta Redonda”, declarou um dos diretores do Sindicato, Luiz Fernando Pereira.

Os conselheiros do Movimento pela Ética na Política (MEP) também se manifestaram sobre o caso. Segundo destacou um dos conselheiros, José Maria da Silva, o Zezinho, a saúde sofre dramáticos impactos no Estado e na Região Sul Fluminense não é diferente. “Aliás, como se não bastassem a insegurança nas ruas, as epidemias e outras situações que nos deixam à deriva, a saúde agoniza”, destacou Zezinho, ressaltando que trata-se de uma situação que desafia

PREOCUPAÇÃO

Outro que também falou sobre o despejo do Hospital Vita e seu impacto para a cidade foi o vereador Carlinhos Santana (SD). “A questão do Vita me causa grande preocupação. Apesar de ser um hospital particular, essa mudança trará um impacto para a vida de muitos cidadãos de Volta Redonda, pois além dos trabalhadores da CSN, seus familiares serão atingidos diretamente por essa medida”, destacou o parlamentar, ressaltando que, na última sexta-feira, 9, entrou em contato com a CSN, solicitando uma posição da empresa sobre quais a medidas estão sendo tomadas para que os trabalhadores e seus familiares não sejam prejudicados e também se estão pensando nos funcionários do hospital. “É preciso de alguma forma garantir que a nova locatária dê prioridade aos funcionários do hospital no momento da contratação de mão de obra”, completou Santana.

Ainda de acordo com o parlamentar, o Vita é uma referência em cirurgia cardíaca para onde os hospitais públicos enviam pacientes para serem operados através do Sistema Único de Saúde (SUS). “Então é preciso tratar o assunto levando em consideração todo esse quadro. O impacto será grande e como vereador vou cobrar, cobrar pelos trabalhadores, por seus familiares e pelos funcionários do hospital que não podem ficar sem uma resposta clara, de como esse processo será conduzido”, concluiu o paramentar. .

O vereador Pastor Washington (PRB), por sua vez declarou ao A VOZ DA CIDADE que, vê que esta situação, que envolve o Hospital Vita é bastante preocupante. “Hoje são 500 funcionários que podem perder o emprego. Gostaria de pedir ao presidente da CSN que pensasse na população que hoje é atendida no hospital através do Plano de Saúde “, concluiu.

 

 

 

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