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Governo e indústria vão reduzir açúcar em alimentos

Ministério da Saúde cita meta para iogurte, achocolatado, suco, refrigerante e biscoito//Fábio Guimas

Governo e indústria vão reduzir açúcar em alimentos

SUL FLUMINENSE

O governo e a indústria alimentícia planejam anunciar em breve metas de redução de açúcar em alimentos processados, como refrigerantes, biscoitos e achocolatados, de acordo com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Todos esses produtos terão percentual de redução de açúcar até 2021. O governo brasileiro exigirá maior transparência sobre a quantidade de açúcar em cada produto, em um esforço de combater a obesidade.

De acordo com o ministro, o percentual de redução será diferente para cada tipo de produto. “Nós temos uma grande preocupação com redução do sódio, do açúcar e da gordura. Esse é o grande trabalho também da rotulagem dos alimentos. É alertar. Ninguém proibirá o consumo de alimentos com alto teor de açúcar, sal e gordura, porém vamos alertar nossa população que esse alimento tem excesso desses produtos que fazem mal à saúde”, disse.

O modelo é semelhante a acordo firmado com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) para reduzir o teor de sódio nos alimentos, com objetivo de diminuir o risco de doenças associadas ao alto consumo de sal, como hipertensão.

De acordo com a nutricionista Raphaela Rocha, a iniciativa é bem recebida pelo meio. “Com novos rótulos e através dessa redução, os consumidores poderão fazer escolhas mais saudáveis. Estudos comprovam que a redução para menos de 5% – o equivalente a seis colheres ou 25 gramas por dia – proporciona benefícios ainda mais relevantes para a saúde”, citou.

Ela destaca que mesmo que não sejam tão doces, muitos alimentos industrializados contém muito açúcar. “Por exemplo, cada colher de chá de ketchup contém quatro gramas de açúcar, e uma lata de refrigerante tem até 40 gramas. Em relação ao sal, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de manter o consumo abaixo de cinco gramas por dia, para prevenir hipertensão e reduzir o risco de doenças cardiovasculares em adultos”, a dica da profissional é preparar os alimentos não acrescentando sal ou temperos industrializados; não colocar sal na mesa; reduzir o consumo de aperitivos salgado e escolher produtos com menos sódio.

DADOS

O excesso de peso atingiu, no ano passado, 54% da população nas capitais do país e 18,9% estão obesos. O aumento foi de 36% e 42%, respectivamente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está liderando a formulação dos novos rótulos.

O Brasil já trabalha em diversos programas e ações para a promoção da alimentação saudável e da atividade física. Uma delas foi à publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira. Reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada, a publicação orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável.

O Ministério da Saúde também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

RÓTULOS

O Brasil apresentou proposta de nova rotulagem de alimentos e acordo com a indústria para redução de açúcar em alimentos ultraprocessados. As medidas visam facilitar a compreensão do consumidor e trazer orientações claras para escolhas mais saudáveis.

A discussão de um novo modelo de rotulagem está sendo conduzida pela Anvisa, com a participação de universidades, a proposta é que o rótulo deva ficar na parte frontal com advertências em relação ao excesso de nutrientes que podem trazer malefícios a saúde, como sódio, gordura e açúcares.

Para isso, o Brasil vem acompanhando de perto também políticas fiscais e regulatórias de outros países que buscam a redução do consumo de açúcar, bem como avaliando e estimulando estudos nacionais sobre o impacto potencial destas políticas para fortalecer essas agendas nacionalmente.

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