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Barra Mansa monta força-tarefa após temporal de sábado

Força tarefa é composta por 30 homens, oito caminhões, duas retroescavadeiras e um caminhão pipa de água não potável – Foto: Divulgação

Barra Mansa monta força-tarefa após temporal de sábado

A chuva que castigou Barra Mansa no fim da tarde deste sábado, dia 10, foi o equivalente há três dias. A informação é da Defesa Civil depois de avaliação nos pluviômetros da cidade onde foram constatados 36 milímetros (mm) de chuva somente em uma hora de chuva torrencial. Os estragos foram enormes, diversos bairros foram atingidos.

 


Equipes da Defesa Civil, Saae, Susesp, Guarda Municipal e secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural e Assistência Social montaram uma força- tarefa e estão nas ruas solucionando os problemas decorrentes desse temporal.

Segundo o coordenador da Defesa Civil BM, Serginho Bombeiro, durante alerta emitido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foi comunicado apenas que o nível dos rios poderia subir, mas não anunciado o alerta vermelho da quantidade de chuva que viria.

De acordo com o site Climatempo, a previsão de chuva era de 8mm, mas somente em uma hora choveu quase cinco vezes mais, 36mm. Além de muita água, a chuva veio acompanhada de fortes descargas elétricas (raios) e vento forte.

Segundo especialistas em meteorologia, a chuva que caiu neste sábado em Barra Mansa e em cidades vizinhas como Volta Redonda pode ser considerada um fenômeno raro.

Foram sete chamados para a Defesa Civil durante a chuva da tarde deste sábado. Entre os bairros com maiores ocorrências estão Vista Alegre, São Judas e Nove de Abril. No bairro Vista Alegre, o córrego Laranjeiras que corta a localidade transbordou e causou alguns estragos. O muro de uma casa não suportou e acabou caindo, mas ninguém se feriu. O asfalto da via também levantou, e uma rua precisou ser interditada.

No bairro Nove de Abril, cerca de seis casas foram alagadas pelas enchentes devido rede de esgoto da rua não suportar a quantidade de água de uma só vez. Apesar dos prejuízos e consequências, apenas uma família ficou desalojada e preferiu ficar na casa de parentes. Os moradores do bairro também relataram à equipe da Defesa Civil que devido a uma obra no local, durante a terraplanagem na referida construção, um grande volume de terra foi deslocado o que pode ter ocasionado o entupimento da rede de águas pluviais.

No bairro São Judas houve relatos de quedas de árvores devido ao vente e a força da chuva. Moradores também informaram deslizamentos de terra no local. Houve um desmoronamento de contenção da linha férrea da empresa Ferrovia Centro Atlântica (FCA).

Hoje, toda a equipe de força tarefa formada pela Defesa Civil, Saae, Susesp e secretaria de Meio ambiente e Assistência Social, contando com o auxilio de 30 homens, oito caminhões, duas retroescavadeiras e um caminhão pipa de água não potável, estará de volta aos bairros mais afetados para averiguar a situação e promover as medidas de controle atendendo os moradores no que for necessário. Em situações de emergência, o primeiro órgão a ser acionado é o Corpo de Bombeiros Militar, pelo 193. A Defesa Civil (199) é chamada pelos bombeiros quando há ameaça iminente de desabamento de estruturas.

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